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Text File | 1999-05-23 | 114.3 KB | 3,235 lines |
- Linux Portuguese-HOWTO
- Configuraτ⌡es do Linux para a Lφngua Portuguesa
- Carlos A. M. dos Santos <casantos@cpmet.ufpel.tche.br>
- CPMet/UFPEL -- Pelotas, RS, Brasil
- v3.2, 24 May 1999
-
- Este documento pretende ser um guia de referΩncia de configuraτπo do
- Linux e seus programas, teclados e fontes de caracteres, permitindo
- sua utilizaτπo mais confortßvel por pessoas que falem a Lφngua Por¡
- tuguesa.
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- ═ndice geral
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- 1. Introduτπo
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- 1.1 Finalidades deste HOWTO
- 1.2 Onde encontrar a versπo mais atual
- 1.3 Pßgina oficial na WWW
- 1.4 Como enviar colaboraτ⌡es
-
- 2. Informaτ⌡es gerais
-
- 2.1 Conjuntos de caracteres
- 2.2 Modo texto versus Sistema de Janelas X
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- 3. Configuraτπo do console (modo texto)
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- 3.1 Mapas de teclado
- 3.2 Mapas de traduτπo de tela
- 3.3 Comandos do pacote KBD
- 3.4 Carregamento de uma fonte de caracteres
- 3.4.1 Slackware
- 3.4.2 Debian
- 3.4.3 Red Hat
- 3.4.4 Conectiva Red Hat Linux
- 3.4.5 S.u.S.E.
- 3.4.6 Testando a fonte
- 3.5 Carregando um mapa de teclado
- 3.5.1 Slackware.
- 3.5.2 Debian.
- 3.5.3 Red Hat.
- 3.5.4 Conectiva Red Hat Linux.
- 3.5.5 S.u.S.E..
- 3.5.6 Testando o teclado
- 3.6 Verificando erros
-
- 4. Biblioteca de funτ⌡es libc e aplicativos GNU
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- 4.1 Configurando o suporte internacional
- 4.2 Problemas com a libc 5
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- 5. Configuraτπo do X
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- 5.1 Configuraτπo do xinit
- 5.2 Configuraτπo do XDM
- 5.3 Compose
- 5.4 Locale
- 5.5 Geraτπo de mapas com o XKeyCaps
- 5.6 Contornando os limites do X
- 5.6.1 Alteraτπo da biblioteca Xlib
- 5.6.2 Alteraτπo no kernel do Linux
- 5.6.3 Comparaτπo entre as duas soluτ⌡es
-
- 6. Configuraτπo dos vßrios programas
-
- 6.1 Aplicativos
- 6.1.1 Bash (biblioteca GNU readline)
- 6.1.2 Emacs
- 6.1.3 flex
- 6.1.4 Fortune
- 6.1.5 Ispell
- 6.1.6 JDK (inclui ICQJava)
- 6.1.7 Joe
- 6.1.8 Less
- 6.1.9 ls
- 6.1.10 LyX
- 6.1.11 Man, groff, troff
- 6.1.12 Midnight Comander (mc)
- 6.1.13 Minicom
- 6.1.14 Netscape Communicator
- 6.1.15 nn
- 6.1.16 Pine e Pico
- 6.1.17 tcsh
- 6.1.18 TeX e LaTeX
- 6.1.18.1 O pacote Babel
- 6.1.18.2 Separaτπo silßbica
- 6.1.18.3 Uso de Font Encoding T1
- 6.1.18.4 Ediτπo de documentos
- 6.1.18.5 Teste da configuraτπo do LaTeX
- 6.1.18.6 Problemas com alguns pacotes do teTeX
- 6.1.18.7 Lista TeX-BR
- 6.1.18.8 LaTeX-demo
- 6.1.19 WordPerfect
- 6.1.20 Xemacs (antigo lucid emacs)
- 6.2 Rede local e Internet
- 6.2.1 FTP (File Transfer Protocol)
- 6.2.2 Correio eletr⌠nico
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- 7. Ficheiros necessßrios
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- 8. Informaτ⌡es Adicionais
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- 8.1 Fontes de informaτπo sobre Linux em PortuguΩs
- 8.2 Free Translation Project
- 8.3 LIE-BR
- 8.4 Vers⌡es de software testadas
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- 9. Observaτ⌡es finais
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- 9.1 Futuras adiτ⌡es a este documento
- 9.2 Nota de Direitos de Autor
- 9.3 Garantia (inexistΩncia de) e nota de responsabilidade
- 9.4 Agradecimentos
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- 10. Bibliografia comentada
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- 1. Introduτπo
-
- └ semelhanτa de outras lφnguas faladas na Europa, a Lφngua Portuguesa
- tem caracterφsticas especiais, como a utilizaτπo de caracteres
- acentuados, que tornam o seu suporte difφcil, pouco intuitivo ou atΘ
- mesmo impossφvel, por parte do software utilizado nos nossos
- computadores.
-
- Nossa lφngua assume particularidades em cada um dos paφses em que Θ
- falada e mesmo dentro de um ·nico paφs como o Brasil, de dimens⌡es
- continentais e com influΩncias culturais de muitos outros povos. Este
- documento foi originalmente escrito por um portuguΩs, mas agora Θ
- mantido por um brasileiro. Hß uma mistura de sotaques que deve se
- manter por um bom tempo, pois nπo hß razπo para alterar o texto
- original senπo para fazer de adiτ⌡es e correτ⌡es, atΘ por respeito ao
- primeiro autor. Termos ``estrangeiros'' desnecessßrios foram
- substituφdos por correspondentes da Lφngua Portuguesa, preservando-se
- apenas os que jß fazem parte do jargπo da informßtica.
-
-
- 1.1. Finalidades deste HOWTO
-
- Este HOWTO Θ um guia de referΩncia de configuraτπo do sistema
- operativo Linux e seus programas, teclados e fontes de caracteres,
- permitindo sua utilizaτπo mais confortßvel por pessoas que falem a
- Lφngua Portuguesa. Como os programas mais antigos nπo foram desenhados
- com suporte a caracteres acentuados ou internacionalizaτπo, αs vezes Θ
- preciso usar algum artifφcio que permita contornar o problema, mas o
- resultado nem sempre Θ totalmente satisfat≤rio e em alguns casos chega
- ser frustrante. As dificuldades encontradas centram-se essencialmente
- em torno de quatro pontos:
-
-
- ╖ a introduτπo de caracteres acentuados atravΘs do teclado, como seja
- a escrita de jo~ao em vez da sua forma correcta: joπo;
-
- ╖ a exibiτπo dos mesmos na tela do computador. O suporte resume-se
- normalmente α correcta localizaτπo das teclas, nada mais;
-
- ╖ o correto tratamento de convenτ⌡es nacionais de formato de datas,
- horas e valores monetßrios;
-
- ╖ a exibiτπo de mensagens, tφtulos e demais informaτ⌡es dos programas
- em outra lφngua que nπo o InglΩs, que Θ a lφngua original da
- maioria desses programas.
-
- Vers⌡es anteriores do Portuguese HOWTO concentravam-se em contornar as
- duas primeiras dificuldades mencionadas, de forma a fazer que, dentro
- do possφvel, tanto o sistema operativo como os programas nele
- utilizados aceitassem os caracteres acentuados e usassem os teclados
- com suporte para o PortuguΩs. Embora esse objetivo ainda seja
- perseguido, os problemas de teclado e caracteres jß tΩm soluτ⌡es
- satisfat≤rias, pelo menos para as aplicaτ⌡es mais usadas. As pr≤ximas
- vers⌡es deverπo se dedicar mais aos dois ·ltimos problemas.
-
- O texto contΘm uma jß nπo tπo breve discussπo sobre o tratamento do
- teclado e das fontes de caracteres do console pelo Linux, bem como do
- suporte a vßrias lφnguas nacionais. O Sistema de Janelas X tambΘm Θ
- discutido, fazendo-se uma comparaτπo entre ele e o modo de texto. Por
- fim, sπo fornecidas instruτ⌡es para a configuraτπo do sistema
- operativo e de diversos aplicativos importantes.
-
- O documento tem se tornado menos slackwariano, incluindo cada vez mais
- informaτ⌡es relativas a outras distribuiτ⌡es. Slackware e Caldera
- ainda se baseiam na versπo 5 da biblioteca de funτ⌡es do sistema para
- Linux (libc), enquanto Debian, Red Hat, TurboLinux, S.u.S.E e Stampede
- jß suportam a versπo 6 (que na verdade Θ a glibc versπo 2). Esta nova
- versπo da biblioteca estß um passo adiante no suporte a
- internacionalizaτπo e localizaτπo. A partir da versπo 3.2 do
- Portuguese-HOWTO as particularidades de cada distribuiτπo serπo
- destacadas quando houver necessidade. A tentativa de tornar Debian uma
- distribuiτπo ``de referΩncia'' a partir da versπo 3.0 do HOWTO
- fracassou miseravelmente porque o n·mero de diferenτas entre as
- distribuiτ⌡es Θ muito grande.
-
- A intenτπo original de nπo tentar concentrar toda a informaτπo em um
- ·nico texto, tratando apenas de alguns temas essenciais e fornecendo
- referΩncias para outras fontes, tambΘm fracassou. O HOWTO em sua
- versπo 3.1 jß alcanτava 38 pßginas impressas em formato A4, o que estß
- longe de poder ser chamado de sucinto. As principais raz⌡es para tal
- gigantismo sπo a necessidade de discutir diferenτas entre as
- distribuiτ⌡es e a necessidade de fornecer informaτ⌡es mais detalhadas
- sobre aplicativos.
-
- Excetuando-se aspectos muito especφficos do Linux, como a configuraτπo
- do modo texto e do kernel, a maioria das informaτ⌡es contidas neste
- documento pode ser aplicada a outros sistemas Unix. Exemplos sπo as
- configuraτ⌡es do Sistema de Janelas X e de vßrios aplicativos, que
- foram aplicadas em Solaris 2.{5,6,7} e Digital UNIX 3.2. Os mapas de
- teclado para terminais X e estaτ⌡es de trabalho Sun foram criados e
- sπo usados em mßquinas que rodam Solaris. O documento poderß um dia se
- tornar o ``Unix Portuguese HOWTO'', embora no momento nπo se tenha
- intenτπo ou meios de fazΩ-lo.
-
-
- 1.2. Onde encontrar a versπo mais atual
-
- Os Linux HOWTO fazem parte do Projeto de Documentaτπo Linux (Linux
- Documentation Project -- LDP). Os documentos do LDP sπo mantidos em
- servidores da Universidade da Carolina do Norte (UNC) e do Instituto
- de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos da AmΘrica, e
- podem ser obtidos via FTP an⌠nimo nos seguintes endereτos:
-
- ╖ <ftp://metalab.unc.edu/pub/Linux/docs/HOWTO> (conhecida
- anteriormente como sunsite.unc.edu).
-
- ╖ <ftp://tsx-11.mit.edu/pub/linux/docs/HOWTO>
-
- Pode-se tambΘm folhear os documentos HOWTO em formato HTML no endereτo
-
- ╖ <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO>
-
- Muitas localidades mantΩm c≤pias desses documentos. Deve-se dar
- preferΩncia ao acesso α c≤pia mais pr≤xima, para economizar o precioso
- trßfego internacional na Internet e tambΘm evitar a sobrecarga da
- mßquina metalab.unc.edu. Uma lista completa dessas localidades pode
- ser obtida em
-
- ╖ <http://metalab.unc.edu/LDP/mirrors.html>
-
- Eis uma lista dos endereτos recomendados:
-
- Brasil
-
- ╖ <http://linusp.usp.br/LDP/>
-
- ╖ <http://www.conectiva.com.br/LDP/>
-
- ╖ <http://www.opensite.com.br/linux/>
-
- ╖ <http://taubate.valley-bbs.com.br/LDP/>
-
- ╖ <http://linux.unicamp.br/docs/>
-
- Portugal
-
- ╖ <http://gil.di.uminho.pt/mirrors/LDP/>
-
- ╖ <http://deneb.cec.pt/LDP/>
-
- ╖ <http://ftp.dei.uc.pt/LDP/>
-
- ╖ <http://www.sc.uevora.pt/LDP/>
-
- ╖ <http://lwp.ualg.pt/docs/LDP/>
-
- ╖ <http://linux.global-one.pt/LDP/>
-
- ╖ <http://linux.ispgaya.pt/LDP/>
-
- ╖ <http://ae.fe.up.pt/LDP/>
-
- Os Linux HOWTO estπo disponφveis em diversos formatos: texto simples,
- PostScript, DVI, HTML, RTF e Lyx. O formato original Θ SGML e os
- demais sπo gerados usando o SGMLtools (maiores informaτ⌡es em
- <http://www.sgmltools.org/>).
-
- 1.3. Pßgina oficial na WWW
-
- A pßgina oficial do Linux Portuguese-HOWTO, assim como os diversos
- arquivos de configuraτπo do sistema e programas aplicativos
- mencionados no texto, podem ser encontrados nos seguintes endereτos:
-
-
- ╖ Brasil: <http://linusp.usp.br/~casantos/>
-
- ╖ Portugal: <http://linux.fe.up.pt/howto/>
-
-
- 1.4. Como enviar colaboraτ⌡es
-
- Toda a formataτπo deste HOWTO, incluindo a numeraτπo das seτ⌡es Θ
- feita pelo SGMLtools. Por isso, ao enviar sugest⌡es ou correτ⌡es,
- mencione os tφtulos das seτ⌡es onde as alteraτ⌡es sugeridas devem
- ocorrer e nπo os n·meros. Nunca refira-se a um parßgrafo como sendo
- ``o terceiro da seτπo 3.1''; cite as palavras inicias do trecho a ser
- modificado.
-
- Envie sugest⌡es e correτ⌡es via correio eletr⌠nico em texto simples,
- opcionalmente com acentuaτπo no c≤digo ISO-8859-1. Se o texto nπo for
- composto em um sistema *NIX, certifique-se de usar a codificaτπo
- correta. Todas as mensagens recebidas serπo lidas, mas nem todas
- receberπo resposta direta, devido α falta de tempo para tanto.
-
- Nπo envie documentos no formato proprietßrio de processadores de texto
- nem em formato HTML (o que infelizmente parece ser o comportamento
- normal do Netscape Communicator e do Microsoft Outlook).
-
- Mensagens perguntando como configurar seu modem, placa de vφdeo ou
- rede nπo serπo respondidas. Para esse tipo de consulta Θ aconselhßvel
- procurar uma lista de discussπo sobre Linux em PortuguΩs ou acompanhar
- os grupos de discussπo de Linux na USENET comp.os.linux.*.
-
- ``Flames'' terπo o destino costumeiro: /dev/null.
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- 2. Informaτ⌡es gerais
-
- 2.1. Conjuntos de caracteres
-
- Um conjunto de caracteres Θ definido de acordo com os sφmbolos
- constantes no alfabeto utilizado para escrita em uma ou mais lφnguas.
- A Organizaτπo Internacional de Normas (International Standards
- Organization - ISO) padronizou atravΘs da norma ISO-8859 vßrios desses
- conjuntos, identificados por ISO-8859-x onde o x corresponde a um
- determinado alfabeto. O conjunto ISO-8859 utiliza 8 bits para
- representar cada caracter, o que permite uma gama de 256 sinais
- (valores de zero a 255). Em cada um dos conjuntos, os c≤digos zero a
- 127 correspondem ao conjunto ASCII (American Standard Code for
- Information Interchange) e os c≤digos 160 a 255 sπo usados para
- caracteres nacionais.
-
- Para a lφngua portuguesa, recomenda-se o uso do conjunto ISO-8859-1,
- que compreende o alfabeto latino e letras acentuadas usadas pelas
- lφnguas do oeste da Europa e AmΘrica. Este conjunto de caracteres
- tambΘm Θ frequentemente chamado de Latin-1 ou ISO Latin-1.
-
- Um padrπo mais recente Θ o Unicode, definido pela norma ISO-10646, que
- permite definir caracteres cuja representaτπo interna no computador
- utiliza mais de um byte (ou octeto na nomenclatura ISO). Todas as
- vers⌡es mais recentes de sistemas Unix suportam Unicode (ou pelo menos
- seus fabricantes alegam suportar).
-
- AlΘm dos caracteres alfanumΘricos e sinais de acentuaτπo, Θ possφvel
- tambΘm gerar sinais semigrßficos para desenho de linhas e bordas.
- Esses sinais podem aproveitar c≤digos nπo utilizados pelo conjunto
- oficial, tornando-os nπo portßveis.
-
- O Linux foi desenhado internamente de modo a facilitar a sua fßcil
- configuraτπo e extensπo em tempo de execuτπo, nπo constituindo o
- tratamento do teclado e fontes de caracteres excepτπo. Ele possui uma
- implementaτπo ``nφvel 1'' do padrπo Unicode. Maiores detalhes podem
- ser encontrados nos manuais do Linux, que podem ser lido com os
- comandos
-
- man unicode
- man utf-8
- man iso_8859_1
- man ascii
-
-
- mas antes disso certifique-se de que o man estß configurado correta¡
- mente, conforme mostrado na seτπo ``Man, groff, troff''.
-
-
- 2.2. Modo texto versus Sistema de Janelas X
-
- Alguns sistemas operativos, tais como MacOS, Microsoft Windows e NeXT,
- possuem interfaces grßficas pr≤prias. No Linux, assim como na maioria
- dos sistemas compatφveis com Unix, Θ de uso corrente um ambiente
- grßfico criado para ser ``multiplataforma'': o X Window System, que
- tambΘm foi projetado para suportar diversos conjuntos de caracteres,
- idiomas e formatos de teclado, mas ainda nπo suporta totalmente o
- padrπo Unicode e sim uma extensπo do ISO-8859.
-
-
- A rigor o X Window System nπo Θ uma interface grßfica com o
- usußrio, mas a combinaτπo de um protocolo de comunicaτπo com
- uma interface com programas aplicativos (API) sobre a qual
- se construφram vßrias interfaces grßficas. Tanto o proto¡
- colo quanto o Sistema de Janelas definem um conjunto de
- mecanismos e nπo polφticas (elementos caracterφsticos da
- polφtica de uma Interface Grßfica com o Usußrio sπo menus,
- bot⌡es e caixas de dißlogo). O uso do termo ``XWindows'' Θ
- incorreto e deve ser evitado, dando-se preferΩncia ao nome
- genΘrico ``X''.
-
-
- Existem muitas semelhanτas entre os dois ambientes. Ambos se baseiam
- em padr⌡es internacionais para definiτπo de conjuntos de caracteres.
- Tanto no X quanto no console do Linux pode-se definir uma tecla
- chamada Compose cujo pressionamento seguido de duas outras gerarß o
- caracter correspondente. Assim sendo, o pressionamento da seqⁿΩncia
- compose-,-c gerarß um c cedilhado.
-
- O tratamento do console Θ feito diretamente pelo sistema operativo e
- aplicaτ⌡es comuns nπo se envolvem com o processamento dos c≤digos de
- varredura do teclado, recebendo um caracter ou uma seqⁿΩncia deles ao
- ser pressionada cada tecla, de tal sorte que tendo sido corretamente
- configurados o teclado e a fonte de caracteres pouco mais se tem a
- fazer.
-
- O X possui uma arquitetura muito diferente: tanto o teclado quanto
- a(s) tela(s) -- pode haver mais de uma tela -- sπo controlados por uma
- aplicaτπo especial chamada servidor X. O pressionamento de uma tecla
- gera uma mensagem (chamada de evento) que Θ passada pelo servidor X α
- aplicaτπo cliente. Hß um programa muito ·til chamado xev que permite
- observar cada evento a ele transmitido. Cliente e servidor se
- comunicam via rede usando um conjunto de regras chamado protocolo X e
- podem rodar em mßquinas diferentes. A mßquina onde roda o servidor Θ
- chamada estaτπo de trabalho ou terminal X e a mßquina onde roda a
- aplicaτπo (programa cliente) tambΘm Θ chamada de cliente.
-
- Foge ao escopo deste texto a discussπo mais profunda do tratamento de
- eventos no X. Para maiores informaτ⌡es, sugere-se a consulta aos
- documentos mencionados na seτπo ``Leituras recomendadas'', mas Θ
- importante esclarecer que o evento enviado pelo servidor ao cliente
- nπo contΘm o c≤digo numΘrico da tecla, chamado keycode na terminologia
- do X. Ao invΘs disso, Θ enviado um sφmbolo, chamado keysymbol ou
- keysym, obtido pela consulta a uma tabela de conversπo mantida na
- mem≤ria do servidor. Esta tabela pode ser modificada total ou
- parcialmente a qualquer momento por meio de requisiτ⌡es definidas no
- protocolo X.
-
- Existe um programa chamado xmodmap capaz de ler um arquivo contendo
- uma tabela de conversπo keycode-->keysym e enviß-la, tambΘm na forma
- de mensagens no protocolo X, ao servidor. ╔ responsabilidade do
- cliente e nπo do servidor interpretar o keysym, o que significa que a
- aplicaτπo deve saber esperar mais um caracter ao receber uma ``tecla
- morta'' para compor uma letra acentuada.
-
- Desde a revisπo 5 do X existe na bibliotaca de funτ⌡es (Xlib) um
- mecanismo sofisticado de suporte α geraτπo de caracteres em diversos
- c≤digos. A funτπo de tratamento de entrada de texto que jß existia
- nas vers⌡es anteriores, chamada XLookupString, entretanto, nπo
- processa as seqⁿΩncias de acentos e letras de modo transparente αs
- aplicaτ⌡es. Ao invΘs disso foi incluφdo um mΘtodo de composiτπo usando
- contextos de entrada (input contexts) por meio das funτ⌡es
- XmbLookupString e XwcLookupString, cujo uso Θ responsabilidade da
- aplicaτπo -- ou do seu programador, melhor dizendo -- mesmo no caso da
- tecla Compose. Isto deve-se so fato de o X Consortium ter chegado α
- conclusπo de que o sistema de mapeamento de teclas nπo tratava de
- forma satisfat≤ria toda a imensa variedade de lφnguas escritas nas
- vßrias partes do mundo. Deste modo, decidiu-se que o ``peso'' relativo
- α gestπo do teclado fosse transferido para as aplicaτ⌡es X, o que cria
- uma dificuldade quando usamos aquelas mais antigas, que nπo usam o
- novo mΘtodo de tratar a entrada.
-
- Por essas raz⌡es Θ normalmente mais difφcil conseguir acrescentar
- suporte α geraτπo de caracteres acentuados em aplicativos que rodam
- sob o X, principalmente quando nπo se possui o c≤digo fonte.
- Aplicativos feitos para rodar apenas em modo texto, tais como vi e
- minicom dependerπo totalmente dos recursos do emulador de terminal em
- uso quando rodando em uma janela do X. Se for usada uma versπo atual
- do xterm ou rxvt o emulador farß o tratamento correto dos acentos.
-
- O francΩs Thomas Quinot, cansado de esperar uma soluτπo melhor para o
- problema da acentuaτπo no X, resolveu implementar uma modificaτπo para
- a Xlib proposta por AndrΘ D. Balsa, que adiciona suporte α acentuaτπo
- direta conforme mostrado na seτπo ``Contornando os limites do X''.
- Isso permite usar aplicaτ⌡es como xfig ou xedit sem que seja
- necessßrio alterß-las. O truque parece funcionar apenas para
- caracteres do c≤digo ISO-8859-1 mas Θ suficiente para o PortuguΩs e
- outras lφnguas. Como bem observa Balsa, a longo prazo todos os
- programas deverπo ser modificados para usar os novos recursos do X,
- mas como a longo prazo estaremos todos mortos a soluτπo de curto prazo
- de Quinot torna-se bastante atraente...
-
-
- 3. Configuraτπo do console (modo texto)
-
- O documento de referΩncia sobre a configuraτπo do console do Linux Θ o
- Keyboard and Console HOWTO, de Andries Brouwer, que pode ser
- encontrado nos reposit≤rios do LDP. Conforme lß descrito, a
- configuraτπo da fonte de caracteres e mapa de teclado Θ feita usando o
- pacote KBD, encontrado em todas as distribuiτ⌡es de Linux.
-
-
- 3.1. Mapas de teclado
-
- Cada tecla do PC possui um c≤digo numΘrico. Ao pressionarmos uma delas
- o processador controlador do teclado envia ao computador esse c≤digo
- de varredura, tambΘm conhecido como scancode, junto com um sinal de
- que a tecla foi pressionada ou solta. As seqⁿΩncias de eventos sπo
- entπo processadas pelo driver de teclado e armazenadas em uma fila de
- caracteres que Θ lida pelas aplicaτ⌡es por meio da chamada de funτ⌡es
- do sistema operativo.
-
- Um mapa de teclado Θ um arquivo de texto que estabelace as
- correspondΩncias entre o scancode de tecla e o caracter (ou seqⁿΩncia
- de caracteres) a gerar quando ela for pressionada, chamado keycode.
- Por exemplo:
-
- # atribuiτπo da tecla '-' do teclado numΘrico α tecla com c≤digo 74
- keycode 74 = KP_Subtract
-
- # atribuiτπo da tecla '4' do teclado numΘrico α tecla com c≤digo 75
- keycode 75 = KP_4
-
- # etc...
-
- keycode 76 = KP_5 # tecla 5
- keycode 77 = KP_6 # tecla 6
- keycode 78 = KP_Add # soma
- keycode 79 = KP_1 # tecla 1
- keycode 80 = KP_2 # tecla 2
-
-
-
- AlΘm das teclas alfabΘticas, numΘricas e de sφmbolos, existem outras
- chamadas modificadoras que permitem gerar c≤digos que nπo correspondem
- a nenhum sinal grßfico: Shift Control Alt e Meta. Esta ·ltima
- normalmente nπo Θ encontrada em teclados de PCs, apenas em estaτ⌡es de
- trabalho de fabricantes como Sun, SGI, HP e Digital (eles nπo gostam
- de ser chamados de ``DEC''). O editor de texto Emacs usa muito a tecla
- Meta.
-
- O arquivo de mapa permite tambΘm especificar teclas especiais chamadas
- ``teclas mortas'' (deadkeys). Quando pressionadas elas nπo resultam no
- aparecimento de um caracter na tela, limitando-se a alterar o
- comportamento da tecla pressionada a seguir para que, por exemplo, ao
- se digitar um ~ seguida de um a, seja gerado um `π'.
-
-
- 3.2. Mapas de traduτπo de tela
-
- Um mapa de traduτπo de tela permite especificar qual o caracter X a
- ser exibido na tela, quando um programa deseja exibir um caracter Y.
- Desta forma, poderφamos fazer com que ao escrever o caracter com o
- c≤digo do c-cedilhado na tela, fosse na realidade exibido um outro
- caracter de c≤digo diferente mas cuja imagem na nossa fonte de
- caracteres correspondesse α imagem de um c-cedilhado.
-
- Este mapeamento Θ necessßrio apenas quando queremos usar uma fonte
- cujos caracteres nπo possuem c≤digos diretamente correspondentes aos
- do conjunto usado no mapa de teclado.
-
-
-
-
-
- 3.3. Comandos do pacote KBD
-
-
- Loadkeys
- Permite carregar um mapa de teclado. Por exemplo, o comando a
- seguir carrega o mapa armazenado no arquivo portugal.map.
-
- loadkeys /usr/lib/kbd/keytables/portugal.map
-
-
-
- Setfont
- Permite o carregamento de uma fonte de caracteres de tela,
- possibilitando a alteraτπo das fontes utilizadas em modo de
- texto. O comando a seguir, por exemplo, irß carregar uma fonte
- com o conjunto Latin-1:
-
- setfont lat1u-16.psf
-
-
-
- Showfont
- mostra todos os caracteres existentes na fonte que estß
- atualmente em uso no console. O X tambΘm tem um comanto chamado
- showfont, que serve para mostrar as caracterφsticas de uma
- determinada fonte, mas nπo os caracteres em si. Para esta ·ltima
- finalidade se usa o comando xfd. Se o programa showfont do
- pacote KBD for invocado em um emulador de terminal X, como
- xterm, ele gerarß um erro ``GIO_SCRNMAP: Invalid argument'', mas
- nπo provocarß nenhum dano.
-
- Mapscr
- Permite carregar um mapa de traduτπo de tela. Suponhamos que
- exista o arquivo /etc/portugal.trad. Se executarmos o comando
-
- mapscrn /etc/portugal.trad
-
-
- entπo a partir deste momento as traduτ⌡es lß definidas serπo
- usadas.
-
- Loadunimap
- Carrega um mapa de traduτπo de Unicode para a fonte de tela. O
- mapa padrπo, chamado ``def.uni'' considera que estamos usando a
- fonte normal do IBM-PC. Este comando nπo Θ necessßrio quando
- usamos uma fonte com caracteres definidos no padrπo Unicode,
- pois o programa setfont carrega automaticamente a tabela de
- mapeamento adequada. O comando a seguir carregarß o mapa de
- traduτπo para as fontes latin-1:
-
- loadunimap lat1
-
-
-
-
-
- 3.4. Carregamento de uma fonte de caracteres
-
- O pacote KBD contΘm dois tipos de fontes com codificaτπo latin-1:
-
- ╖ as que jß possuem uma tabela de mapeamento unicode, carregada
- automaticamente pelo programa setfont. Estas fontes tΩm nomes
- lat1u-*.psf;
-
- ╖ as que nπo possuem tabela de mapeamento. Neste caso Θ preciso
- carregar uma com o programa loadunimap. Estas tΩm nomes lat1-*.psf
- (o ``u'' indica Unicode).
-
- Nas vers⌡es mais novas do KBD os arquivos sπo comprimidos com gzip. ╔
- preciso carregar uma fonte que tenha os caractres latinos acentuados
- no padrπo ISO 8859-1 e tambΘm os sφmbolos semigrßficos. As fontes de
- nome iso01.* nπo possuem esses sφmbolos. A fonte mais recomendada Θ a
- lat1u-16.psf.
-
- As vers⌡es mais antigas do pacote KBD mantinham essas fontes no
- diret≤rio /usr/lib/kbd/consolefonts, que foi trocado depois da versπo
- 0.92 por /usr/share/consolefonts. Dependendo da sua distribuiτπo e do
- quanto ela esteja atualizada o diret≤rio poderß ser um ou outro.
-
-
- 3.4.1. Slackware
-
- Foi criado o script /etc/rc.d/rc.font, contendo o seguinte:
-
-
- #!/bin/sh
- #
- # /etc/rc.d/rc.font
- #
- # Seleciona uma das fontes de caracteres disponiveis em
- # /usr/lib/kbd/consolefonts.
- #
- setfont lat1u-16.psf
-
- # O comando a seguir Θ totalmente desnecessßrio
- # com a fonte lat1u-16.psf.
- # loadunimap lat1u
-
- # Remova o comentßrio da linha abaixo se estiver usando uma fonte sem
- # tabela de mapeamento de Unicode para tela:
- # loadunimap lat1
-
-
-
-
- 3.4.2. Debian
-
- Edite o arquivo /etc/kbd/config e coloque uma linha contendo
-
- CONSOLE_FONT=lat1u-16.psf
-
-
- esse arquivo Θ processado pelo script /etc/rc.boot/kbd. Execute-o para
- ativar a nova fonte sem ter que dar ``reboot''. Lembre-se sempre:
- Linux nπo Θ Windows!
-
-
- 3.4.3. Red Hat
-
- Edite o arquivo /etc/sysconfig/i18n e veja se contΘm o seguinte:
-
- LANG=pt_BR
- LINGUAS=pt_BR
- LC_CTYPE=ISO-8859-1
- LC_ALL=pt_BR
- SYSFONT=lat1u-16
- SYSTERM=linux-lat
-
-
-
-
-
- 3.4.4. Conectiva Red Hat Linux
-
- Se vocΩ selecionar a lφngua correta durante a instalaτπo nπo hß nada
- mais a fazer. A configuraτπo Θ feita extatamente como do Red Hat.
-
-
- 3.4.5. S.u.S.E.
-
- Edite o arquivo /etc/rc.config e procure uma linha que comeτa com
- ``FONT='' (linha 64, em minha mßquina com S.u.S.E. verπo 5.6) e
- coloque
-
- FONT=lat1u-16.psf
-
-
-
- Edite os scripts boot.setup e single contidos no diret≤rio /etc/rc.d.
- Procure a linha contendo o comando /usr/bin/loadunimap e remova-a ou
- ponha no seu inφcio um ``#'' para deixß-la como comentßrio. Veja
- comentßrios sobre este comando na seτπo ``Carregamento de uma fonte de
- caracteres''.
-
-
- 3.4.6. Testando a fonte
-
- Experimente algumas teclas como ``,.|!"#$%&/()=?'', etc. e use o
- comando showfont para mostrar a fonte em uso.
-
-
- 3.5. Carregando um mapa de teclado
-
- A seguir Θ necessßrio carregar o mapa de teclado adequado. AtΘ a
- versπo 0.92 do pacote KBD esses mapas ficavam no diret≤rio
- /usr/lib/kbd/keytables passando mais tarde para /usr/share/keytables.
- Dependendo da distribuiτπo vocΩ terß um diret≤rio ou outro. Os mapas
- para diversos tipos de teclados sπo apresentados mais adiante.
-
-
- 3.5.1. Slackware.
-
- Foi criado o script /etc/rc.d/rc.keyboard, contendo o seguinte:
-
- #!/bin/sh
- #
- # /etc/rc.d/rc.keyboard
- #
- # Seleciona um dos mapas de teclado disponφveis no diret≤rio
- # /usr/lib/kbd/keytables
- #
- loadkeys abnt2
-
-
- e acrescentei as seguintes linhas ao /etc/rc.d/rc.S, imediatamente
- antes do tratamento do /etc/rc.d/rc.keyboard:
-
- # Carrega uma fonte de caracteres se existe um script rc.font.
- if [ -x /etc/rc.d/rc.font ]; then
- /etc/rc.d/rc.font start
- fi
-
- # Carrega um mapa de teclado se existe um script rc.keyboard.
- if [ -x /etc/rc.d/rc.keyboard ]; then
- /etc/rc.d/rc.keyboard start
- fi
-
-
- 3.5.2. Debian.
-
- Certifique-se de ter instalado o pacote kbd e depois faτa o seguinte:
-
- ╖ copie os arquivos com os mapas de teclado fornecidos (veja a seτπo
- ``Ficheiros necessßrios'') para o diret≤rio /usr/share/keytables/.
- Nπo Θ necessßrio descomprimi-los;
-
- ╖ copie o mapa correspondente ao seu teclado para o arquivo
- /etc/kbd/default.map.gz.
-
- ╖ rode o script /etc/init.d/keymaps.sh.
-
-
- 3.5.3. Red Hat.
-
- Certifique-se de ter instalado o pacote kbd. Copie os arquivos com os
- mapas de teclado fornecidos (veja a seτπo ``Ficheiros necessßrios'')
- para o diret≤rio /usr/lib/kbd/keytables/ (ou
- /usr/lib/kbd/keymaps/i386/qwerty/, a pertir do Red Hat 5.2). Nπo Θ
- necessßrio descomprimi-los.
-
- Edite o arquivo /etc/sysconfig/keyboard e coloque o nome do mapa a
- usar na varißvel KEYTABLE, como por exemplo
-
- KEYTABLE="abnt2"
-
-
-
-
- 3.5.4. Conectiva Red Hat Linux.
-
- O CRHL jß vem com os mapas de teclado para PortuguΩs. Se vocΩ
- selecionou o teclado correto durante a instalaτπo, nπo hß mais nada a
- fazer. Caso contrßrio, edite o arquivo /etc/sysconfig/keyboard e
- coloque
-
- KEYTABLE="nome"
-
-
- Onde ``nome'' Θ br-abnt2, pt ou us-acentos caso o desenho do seu
- teclado seja ABNT-2, portuguΩs ou americano.
-
-
-
- 3.5.5. S.u.S.E..
-
- Certifique-se de ter instalado o pacote kbd. Copie os arquivos com os
- mapas de teclado fornecidos (veja a seτπo ``Ficheiros necessßrios'')
- para o diret≤rio /usr/lib/kbd/keytables/. Nπo Θ necessßrio
- descomprimi-los.
-
- Descomprima o mapa de teclado adequado, copiando para o arquivo
- /etc/default.keytab, usando por exemplo um comando como
-
- zcat /usr/lib/kbd/keytables/pt.map.gz > /etc/default.keytab
-
-
-
-
- 3.5.6. Testando o teclado
-
- Experimente pressionar a tecla c-cedilhado (se o teclado nπo tem esta
- tecla, digite 'c). Verifique se todas as letras acentuadas, mai·sculas
- e min·sculas sπo geradas corretamente e aparecem na tela. Se aparecer
- algum caracter estranho verifique se carregou o mapa de teclado e a
- fonte de caracteres corretos, pois provavelmente uma dessas operaτ⌡es
- foi mal sucedida.
-
- Se ao invΘs de c-cedilha min·sculo aparecer um mai·sculo Θ provßvel
- que uma tabela de mapeamento Unicode incorreta esteja a ser carregada.
- Este problema ocorrerß na distribuiτπo S.u.S.E. se nπo se fizerem as
- alteraτ⌡es nos scripts do sistema mencionadas anteriormente.
-
- 3.6. Verificando erros
-
- Mas, e se alguns dos caracteres continuarem a nπo aparecer? Bem, antes
- de mais nada verifique se a fonte e o mapa de teclado adequados foram
- carregados. Um caso especial Θ quando queremos usar uma fonte que nπo
- segue a codificaτπo ISO Latin-1 (Θ o caso da fonte padrπo do console
- do PC). Terφamos entπo de convencer a tela a mostrar os caracteres
- certos em cada caso.
-
- Poderφamos recorrer ao comando mapscrn. O arquivo com a tabela de
- traduτπo teria no entanto de ser criado por n≤s, seguindo um processo
- moroso de tentativa e erro atΘ encontrar o caracter cuja imagem
- desejßvamos. Ou, de uma forma mais fßcil, poderφamos usar o comando
- showfont.
-
- Se usarmos a fonte de caracteres correta, o uso deste ·ltimo comando
- serß desnecessßrio. ╔ atΘ recomendßvel que nπo se use tal recurso,
- pois embora ele permita criar uma tabela de caracteres
- ``personalizada'' em um computador, serß difφcil que um documento
- acentuado produzido nessa mßquina possa ser lido em outra que nπo
- tenha a mesma configuraτπo.
-
-
- 4. Biblioteca de funτ⌡es libc e aplicativos GNU
-
- A biblioteca padrπo de funτ⌡es do Linux suporta Internacionalizaτπo e
- Localizaτπo segundo o padrπo POSIX (Portable Operating System
- Interface). Trata-se de uma norma estabelecida pelo IEEE (Institute
- of Electrical and Electronics Engineers) para intercomunicaτπo entre
- diferentes sistemas operativos. Existe tambΘm um padrπo estabelecido
- pelo ANSI (American National Standards Institute) para a linguagem de
- programaτπo C que permite escrever programas com suporte
- internacional.
-
-
- 4.1. Configurando o suporte internacional
-
- Resumidamente, podemos dizer que as funτ⌡es que tratam informaτ⌡es
- dependentes da lφngua ou do paφs podem ter seu comportamento
- modificado, bastando para tanto estabelecer algumas varißveis de
- ambiente. E que funτ⌡es sπo essas? Podemos citar as de formataτπo de
- datas, valores monetßrios e mensagens de erro do sistema. Se vocΩ nπo
- sabe o que Θ uma varißvel de ambiente, sugiro que leia o manual com o
- comando
-
- man environ
-
-
-
- O padrπo POSIX permite usar diversas varißveis de configuraτπo, cada
- uma delas definindo o tratamento dado a um tipo de informaτπo, a saber
-
- LC_COLLATE
- Define regras para comparaτπo entre caracteres no alfabeto
- local. Por exemplo, a letra `π' deve ser tratada como idΩntica
- ao `a' no PortuguΩs quando ordenamos alfabeticamente.
-
-
- LC_CTYPE
- Define regras para comparaτπo entre caracteres mai·sculos e
- min·sculos. Se estivermos trabalhando com o c≤digo ASCII,
- sabemos que o c≤digo numΘrico de uma letra min·scula Θ 32 a mais
- do que a mai·scula correspondente, mas para uma letra acentuada
- esta regra nπo Θ vßlida!
-
-
- LC_MONETARY
- Muda o comportamento das funτ⌡es de formataτπo de valores
- monetßrios e permite descobrir, por exemplo, o sφmbolo da moeda
- local, ou se usa ponto ou vφrgula como separador de milhares e
- de casas decimais.
-
-
- LC_MESSAGES
- Estabelece a lφngua em que as mensagens serπo apresentadas e
- como Θ uma resposta afirmativa ou negativa (S/N).
-
-
- LC_NUMERIC
- Estabelece o comportamento das funτ⌡es de leitura/escrita de
- valores numΘricos permitindo, por exemplo que usemos a vφrgula
- decimal.
-
-
- LC_TIME
- Define a formataτπo de datas e horas.
-
-
- LC_ALL
- Define de uma s≤ vez todas as categorias. Se usarmos LC_ALL, nπo
- precisaremos definir nenhuma das outras, a nπo ser que queiramos
- um comportamento diferente para aquele φtem especφfico.
-
-
- LANG
- Define de uma s≤ vez todas as categorias, se LC_ALL nπo estiver
- definida. TambΘm Θ usada pelo comando man para compor os
- caminhos pelos quais ele procurarß as pßginas do manual. Veja as
- observaτ⌡es a respeito desta varißvel nas seτ⌡es ``Locale'',
- ``Locale'' e ``Locale''.
-
- Maiores informaτ⌡es podem ser obtidas no manual do sistema com o
- comando
-
- man 7 locale
-
-
- O `7' no comando anterior Θ necessßrio para evitar confusπo com uma
- funτπo hom⌠nima da linguagem Perl. Note que as configuraτ⌡es acima
- afetam, em princφpio, apenas as funτ⌡es disponφveis na biblioteca de
- funτ⌡es da linguagem C. Na prßtica, todos os programas que rodam em
- Linux usam aquela biblioteca, mas o sistema operativo nπo provΩ,
- catßlogos de mensagens em diversas lφnguas para todos os programas.
-
- A identificaτπo da lφngua e do local Θ feita por dois c≤digos de duas
- letras, separados por um sinal ``_''. Se omitirmos o c≤digo de paφs,
- assume-se o paφs padrπo para a lφngua informada, mas deve haver um
- catßlogo correspondente. Deste modo, o c≤digo ``pt_PT'' significa
- PortuguΩs de Portugal, enquanto ``pt_BR'' significa PortuguΩs do
- Brasil. Escolher uma combinaτπo lφngua/local basta entπo colocar em
- seu arquivo /etc/profile uma linha contendo
-
-
-
- LC_ALL="pt_PT"
- export LC_ALL
-
-
- Usußrios brasileiros devem usar ``pt_BR'' ao invΘs de ``pt_PT''. Teste
- o resultado com os comandos a seguir (/inexistente Θ o nome de um
- arquivo que nπo existe):
-
- echo ┴╔═╙┌ | tr '[:upper:]' '[:lower:]'
- tar tf /inexistente
- ls -l /
- date
- cal 1 1999
-
-
- O resultado do primeiro deverß ser ``ßΘφ≤·''. Os comandos tar e ls
- devem retornar mensagens em PortuguΩs e cal deve mostrar um calendßrio
- de janeiro de 1999, com do se te qu qu se sß no cabeτalho dos dias da
- semana.
-
- Na distribuiτπo Debian, certifique-se de ter instalado o pacote
- ``locales'', que pertence ao grupo ``admin''. O nome do arquivo que
- contΘm o pacote (na versπo 2.0 da distribuiτπo) Θ locales_2.0.7t-1.deb
- e em meu CD estß no diret≤rio debian/main/binary-i386/admin.
-
- 4.2. Problemas com a libc 5
-
- AtΘ meados de 1997 todas as distribuiτ⌡es de Linux usavam a mesma
- biblioteca libc, que estava na versπo 5, desenvolvida a partir de uma
- versπo mais antiga da libc do projeto GNU. Esta biblioteca possuia
- suporte muito limitado α internacionalizaτπo e normalmente nenhum dos
- catßlogos de locais era incluφdo na distribuiτπo, ficando o inglΩs
- como lφngua padrπo.
-
- A versπo 6 da libc do Linux baseia-se na versπo 2 da libc do projeto
- GNU. O suporte α internacionalizaτπo foi muito melhorado, alΘm de
- incluir outros atributos que nπo interessam para os fins deste HOWTO.
- Se sua distribuiτπo for a Debian versπo 2, Red Hat versπo 5 ou
- qualquer outra que use a nova libc, entπo nπo hß mais nada a fazer
- alΘm do descrito na seτπo anterior.
-
- Mas se vocΩ usa uma distribuiτπo ainda baseada na libc 5 (Slackware,
- Caldera 1.x ou uma versπo mais antiga de Debian ou Red Hat) Θ preciso
- instalar a coleτπo de locais. Nπo tente copiar a coleτπo de uma
- distribuiτπo mais recente, pois os formatos dos arquivos sπo
- incompatφveis. Pegue na pßgina do Portuguese HOWTO o arquivo locales-
- pt.tgz. Para instalß-lo na distribuiτπo Slackware, basta (como usußrio
- root) usar o comando
-
- installpkg locales-pt.tgz
-
-
- e para outras distribuiτ⌡es use o comando
-
- tar xzf locales-pt.tgz -C /
-
-
-
- Verifique se hß dois subdiret≤rios do /usr/share/locale chamados pt_BR
- e pt_PT. Basta entπo configurar a varißvel de ambiente LC_ALL, como jß
- descrito.
-
-
-
-
-
- 5. Configuraτπo do X
-
- Quando o servidor X estß ativo, ele coloca o teclado do computador em
- um modo de operaτπo chamado raw (cru), em oposiτπo ao modo normal,
- chamado cooked (isto mesmo: cozido). No modo raw o sistema operativo
- nπo processa seqⁿΩncias acento-letra. O servidor X Θ uma daquelas
- raras aplicaτ⌡es que, por dever de ofφcio, tem que tratar o teclado
- ``em baixo nφvel''.
-
- O X vem equipado com um utilitßrio destinado α configuraτπo do
- teclado, chamado xmodmap, que cumpre uma funτπo correspondente α do
- comando loadkeys, ou seja, lΩ um arquivo de mapa de teclado do X,
- expecificando as equivalΩncias entre os keycodes e respectivos
- keysymbols.
-
- Eis um excerto deste arquivo:
-
- keycode 47 = ccedilla Ccedilla dead_acute dead_doubleacute
- keycode 48 = masculine ordfeminine dead_circumflex dead_caron
- keycode 49 = backslash bar notsign
- keycode 50 = Shift_L
- keycode 51 = dead_tilde dead_circumflex dead_grave dead_breve
-
-
- Observem que, ao contrßrio do loadkeys, o xmodmap nπo possui um
- diret≤rio padrπo onde o arquivo Θ procurado.
-
- A configuraτπo do X nπo interfere de forma alguma com a configuraτπo
- do modo de texto. De facto, Θ possφvel ter o seu X bem configurado, e
- no entanto nπo ter realizado qualquer tipo de configuraτπo ao modo de
- texto, e vice-versa. Outro ponto importante de se observar Θ que os
- c≤digos numΘricos das teclas no X nπo correspondem aos do console. A
- tecla Backspace, por exemplo, tem o n·mero 14 no console, e 22 no X
- (em um computador do tipo IBM-PC).
-
- As vers⌡es 3.2 e posteriores do XFree86 permitam definir dead-keys,
- mas o seu tratamento Θ responsabilidade da aplicaτπo, conforme visto
- na seτπo ``Modo texto versus Sistema de Janelas X''. Hß modos de
- contornar esta limitaτπo e tornar o tratamento de dead-keys
- transparente αs aplicaτ⌡es, conforme mostrado na seτπo ``Contornando
- os limites do X''.
-
- Dividimos a configuraτπo em duas partes: Uma que deve ser feita antes
- do login do usußrio e outra depois.
-
-
- 5.1. Configuraτπo do xinit
-
- Junto com este documento sπo fornecidos vßrios mapas de teclado para
- uso no X. Para automatizar o processo de configuraτπo do teclado basta
- copiar o arquivo adequado para o diret≤rio /usr/X11R6/lib/X11/xinit,
- onde normalmente ficam os arquivos de inφcio da seτπo de trabalho no
- X. Na distribuiτπo Slackware esse diret≤rio Θ um link simb≤lico para
- /var/X11R6/lib/xinit e na Debian e na Red Hat para /etc/X11/xinit.
-
- Nas distribuiτ⌡es Slackware e Red Hat, verifique se no referido
- diret≤rio existe um arquivo chamado .Xmodmap. Se existir, copie o
- Xmodmap.<alguma-coisa> para ele, ou faτa um link. Normalmente o
- arquivo de configuraτπo xinitrc possui os comandos para carregß-lo
- automaticamente. Veja o seguinte trecho:
-
-
-
-
-
-
- #!/bin/sh
- # $XConsortium: xinitrc.cpp,v 1.4 91/08/22 11:41:34 rws Exp $
-
- userresources=$HOME/.Xresources
- usermodmap=$HOME/.Xmodmap
- sysresources=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xresources
- sysmodmap=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xmodmap
-
- # merge in defaults and keymaps
-
- if [ -f $sysresources ]; then
- xrdb -merge $sysresources
- fi
-
- if [ -f $sysmodmap ]; then
- xmodmap $sysmodmap
- fi
-
-
-
- Na distribuiτπo Debian o mapa de teclado padrπo do X Θ
- /etc/X11/Xmodmap, basta copiar o mapa desejado para aquele arquivo.
- Ele serß carregado pelo xinitrc, que por sua vez Θ um link simb≤lico
- para /etc/X11/Xsession, sempre que iniciar a seτπo de trabalho do
- usußrio.
-
-
- 5.2. Configuraτπo do XDM
-
- Existe ainda um pequeno problema: no meu computador, por exemplo, o
- sistema carrega diretamente o X ao dar boot e o login Θ feito pelo X
- Display Manager (xdm). Como o xdm faz o login antes de iniciar a seτπo
- de trabalho, o mapa de teclado nπo serß carregado, o que pode criar
- problemas se o usußrio usa caracteres como ``['' ou ``]'' em sua
- senha, pois nos teclados ABNT-2 e portuguΩs esses sφmbolos sπo gerados
- por teclas cujos c≤digos numΘricos nπo sπo os mesmos do teclado
- americano.
-
- ╔ preciso fazer uma pequena alteraτπo no arquivo de configuraτπo
- Xsetup_0. Esse arquivo deve estar no diret≤rio
- /usr/X11R6/lib/X11/xdm, que na Slackware Θ um link simb≤lico para
- /var/X11R6/lib/xdm e /etc/X11/xdm na Debian e -- sujeito a confirmaτπo
- -- RedHat. Eis o conte·do completo desse arquivo:
-
- #!/bin/sh
- #
- # /usr/X11R6/lib/X11/xdm/Xsetup_0
- #
-
- sysresources=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xresources
- sysmodmap=/usr/X11R6/lib/X11/xinit/.Xmodmap
-
- # merge in defaults and keymaps
-
- if [ -r $sysresources ]; then
- xrdb -merge $sysresources
- fi
-
- if [ -r $sysmodmap ]; then
- xmodmap $sysmodmap
- fi
-
- xconsole -geometry 480x130-0-0 -daemon -notify -verbose -exitOnFail
-
-
-
- A distribuiτπo Debian tem um Xsetup_0 um pouco diferente, em
- /etc/X11/xdm/Xsetup_0, mas basta acrescentar-lhe o seguinte:
-
-
- sysmodmap=/etc/X11/Xmodmap
- sysresources=/etc/X11/Xresources
-
- if [ -f $sysresources ]; then
- xrdb -merge $sysresources
- fi
-
- if [ -f $sysmodmap ]; then
- xmodmap $sysmodmap
- fi
-
-
-
- Se no seu computador o login do usußrio tambΘm for feito sempre via
- xdm, nπo Θ necessßrio mexer no xinitrc, como mostrado na seτπo
- anterior, jß que o mapa de teclado serß carregado antes do inφcio na
- seτπo do usußrio.
-
-
- 5.3. Compose
-
- Uma das coisas mais importantes a definir quando vamos utilizar
- acentuaτπo por meio de dead-keys Θ o conjunto de regras de composiτπo.
- Essas regras determinam, por exemplo que a composiτπo do caracter
- ' com a letra e gerarß um Θ.
-
- Ao contrßrio do console, no qual podemos definir as regras de
- composiτπo no pr≤prio mapa de teclado, no X essas regras sπo colocadas
- no arquivo /usr/X11R6/lib/X11/locale/???/Compose, onde ??? Θ a
- codificaτπo em uso (no nosso caso, iso8859-1).
-
- Para facilitar o uso dos mapas para teclados que nπo tΩm o c-
- cedilhado, como o US+ (veja adiante) Θ conveniente definirmos uma nova
- regra de composiτπo, permitindo que o ╟ seja gerado pela seqⁿΩncia 'C.
- Se nπo fizermos isso, seremos obrigados a digitar <dead_cedilla-C>,
- sedo o dead_cedilla produzido pela combinaτπo AltGR-=, o que nπo Θ
- nada confortßvel. AlΘm disso, no teclado americano somos obrigados a
- usar as aspas duplas para gerar o trema.
-
- O arquivo Compose fornecido foi feito procurando imitar ao mßximo o
- comportamento do console e possui as seguintes facilidades para
- geraτπo de caracteres:
-
- ╖ C-cedilha: tecla ╟ ou seqⁿΩncia <acento-agudo>-C
-
- ╖ Ap≤strofo: tecla ' ou seqⁿΩncias <acento-agudo>-<acento-agudo> e
- <acento-agudo>-<espaτo>
-
- ╖ Acento grave: seqⁿΩncias <acento-grave>-<acento-grave> e <acento-
- grave>-<espaτo>
-
- ╖ Aspas: tecla " ou seqⁿΩncia <trema>-<trema>
-
- ╖ Trema: seqⁿΩncia <trema>-<espaτo>
-
- ╖ Til: seqⁿΩncias <til>-<espaτo> e <til>-<til>
-
- ╖ Circumflexo: seqⁿΩncias <circumflexo>-<espaτo> e
- <circumflexo>-<circumflexo>
-
- Para incluirmos as novas regras, basta aplicar uma alteraτπo α
- definiτπo original. O arquivo Compose.patch pode ser obtido via WWW na
- pßgina do Portuguese HOWTO. Para aplicar a atualizaτπo, copie-o para o
- diret≤rio /usr/X11R6/lib/X11/locale/iso8859-1/, faτa uma c≤pia de
- reserva do Compose original e invoque o utilitßrio patch:
-
- cp -p Compose Compose.backup
- patch < Compose.patch
-
-
-
- Caso vocΩ prefira nπo aplicar o ``patch'', um arquivo Compose pronto
- tambΘm Θ fornecido. Lembre-se de fazer c≤pia do original antes de
- substituφ-lo!
-
- 5.4. Locale
-
- Para os usußrios brasileiros, pode haver mais uma alteraτπo a fazer no
- X. Conforme vimos na seτπo ``Biblioteca libc'', uma varißvel de
- ambiente (LANG ou LC_ALL) configura o suporte internacional existente
- na biblioteca de funτ⌡es padrπo do sistema (libc). A biblioteca de
- funτ⌡es do X (Xlib) usa a varißvel LANG para identificar a lφngua em
- uso mas atΘ a revisπo 6.3, na qual Θ baseado o XFree86, nπo era
- incluφda a combinaτπo ``pt_BR'', correspondente a PortuguΩs/Brasil.
- Como resultado, cada vez que executarmos um aplicativo X com LC_ALL
- definido como ``pt_BR'' ele emitirß a mensagem ``Warning: locale not
- supported by Xlib, locale set to C''.
-
- Para incluir o local pt_BR no X11R6.3 basta alterar trΩs arquivos
- existentes no diret≤rio /usr/X11R6/lib/X11/locale. Pegue o arquivo
- Xlocale.patch via WWW na pßgina do Portuguese HOWTO. Para aplicar a
- atualizaτπo, copie-o para o diret≤rio /usr/X11R6/lib/X11/locale, faτa
- uma c≤pia de reserva dos arquivos a serem alterados e invoque o
- utilitßrio patch:
-
- cp -p compose.dir compose.dir.backup
- cp -p locale.alias locale.alias.backup
- cp -p locale.dir locale.dir.backup
- patch < Xlocale.patch
-
-
-
- Caso vocΩ prefira nπo aplicar o ``patch'', arquivos prontos tambΘm sπo
- fornecidos. Lembre-se de fazer c≤pias dos originais antes de
- substituφ-los!
-
- Em setembro de 1998 o fix-2 da revisπo 6.4 do X Window System incluiu
- oficialmente o suporte ao local pt_BR. Infelizmente neste mesmo fix-2
- foi introduzida uma falha em uma das funτ⌡es de tratamento de input
- contexts da Xlib que provoca violaτ⌡es de acesso α mem≤ria. Uma das
- aplicaτ⌡es afetadas Θ o processador de textos LyX. Uma correτπo
- provavelmente serß incluφda no fix-4. O X11R6.4 deverß ser a base para
- a versπo 4 do XFree86.
-
-
- 5.5. Geraτπo de mapas com o XKeyCaps
-
- O programa XKeyCaps, criado por Jamie Zawinski Θ uma interface grßfica
- para o xmodmap, que mostra na tela o desenho de um teclado e permite
- modificar interativamente os sφmbolos gerados por cada tecla e gerar
- automaticamente o arquivo .Xmodmap correspondente.
-
- Ele pode ser obtido via WWW em <http://www.jwz.org/xkeycaps/> e, a
- partir da versπo 2.43, jß incoropra tambΘm suporte para o desenho
- brasileiro (ABNT2), uma contribuiτπo de Andre Gerhard.
-
-
-
- 5.6. Contornando os limites do X
-
- Conforme foi explicado na seτπo ``Modo texto versus Sistema de Janelas
- X'', o tratamento de acentos deve ser feito pela aplicaτπo, mas ainda
- hß muitos programas que nπo levam isto em consideraτπo, tais como
- Netscape Navigator/Communicator e Nedit. Como nπo Θ possφvel modificar
- muitos deles, Θ preciso encontrar outro tipo de soluτπo.
-
-
- 5.6.1. Alteraτπo da biblioteca Xlib
-
- Linux, assim como a maioria dos sistemas operacionais modernos, usa um
- sistema de vφnculo de programas a bibliotecas de funτ⌡es chamado
- ``ligaτπo dinΓmica'' (dynamic binding). Deste modo, podemos modificar
- o comportamento de um programa alterando uma dessas bibliotecas.
- Maiores informaτ⌡es sobre este tema pode ser obtida nos manuais do
- Linux com os comandos
-
- man ld.so
- man ldconfig
- man ldd
- man dlopen
-
-
- Thomas Quinot criou uma alteraτπo para a biblioteca de funτ⌡es do X
- (Xlib) introduzindo o tratamento de acentos na funτπo XLookupString,
- Tudo que se tem a fazer Θ substituir o arquivo contendo esta bib¡
- lioteca por outro, que pode ser obtido via internet no endereτo
-
-
- <http://web.fdn.fr/~tquinot/dead-keys.en.html>
-
-
- Existem duas vers⌡es do arquivo, uma para sistemas onde as bibliotecas
- do X suportam o uso seguro de threads (Debian 2.x, Red Hat 5.x, etc.)
- e outra para os sistemas que nπo possuem tal atributo (Slackware,
- Caldera 1.x). Se vocΩ nπo sabe o que sπo threads nπo se preocupe com
- isso, mas saiba que eles permitem criar um programa capaz de se
- dividir em sub-processos que rodam concorrentemente em um computador.
- Para analisar sua Xlib rode o seguinte comando:
-
-
- nm --dynamic /usr/X11R6/lib/libXext.so.6|grep _Xglobal_lock
-
-
- Se aparecer ``U _Xglobal_lock'' seu sistema suporta threads e o
- arquivo a obter Θ libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz. Se nπo aparecer, seu
- sistema nπo suporta threads e o arquivo a obter Θ
- libX11-XF3.3.1.tar.gz. Tendo obtido o arquivo, copie-o para um
- diret≤rio temporßrio e extraia seu conte·do. Mova o arquivo
- /usr/X11R6/libX11.so.6.1 para outro diret≤rio, para preservß-lo. Nπo Θ
- suficiente renomeß-lo! Remova-o para um diret≤rio cujo nome nπo esteja
- contido no arquivo /etc/ld.so.conf. Depois, mova o novo arquivo para o
- lugar do antigo e rode o programa ldconfig (isto deve ser feito pelo
- usußrio root):
-
- cp libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz /tmp
- cd /tmp
- tar xzf libX11-XF3.3.1-TS.tar.gz
- mkdir /usr/X11R6/oldlib
- mv /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1 /usr/X11R6/oldlib
- mv libX11.so.6.1 /usr/X11R6/lib
- chown root:root /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1
- chmod 755 /usr/X11R6/lib/libX11.so.6.1
- /sbin/ldconfig
-
- ╔ aconselhßvel que a operaτπo seja realizada quando nenhuma aplicaτπo
- X estiver rodando. A seguir, edite o arquivo de configuraτπo do
- servidor X, chamado XF86Config. Este arquivo fica no diret≤rio /etc
- (Slackware) ou /etc/X11 (Debian, Red Hat). Procure a seτπo
- ``Keyboard'' e inclua a opτπo ``XkbDisable'', conforme mostrado a
- seguir:
-
- Section "Keyboard"
- Protocol "Standard"
- XkbDisable
- EndSection
-
-
-
- A opτπo XkbDisable inabilita a extensπo XKEYBOARD do servidor X, o que
- neste caso serve para sinalizar α funτπo XLookupString que ela deve
- tratar os acentos. Se quisermos voltar ao comportamento normal, basta
- retirar a opτπo do XF86Config.
-
- Configure o mapa de teclado do X conforme explicado nas seτ⌡es
- anteriores deste documento. Para testar o resultado, rode o programa
- xedit e digite alguns caracteres acentuados.
-
-
- 5.6.2. Alteraτπo no kernel do Linux
-
-
- Esta seτπo Θ baseada em contribuiτπo enviada por Bruno Bar¡
- beri Gnecco e na documentaτπo do diacrd. Podem haver ainda
- alguns erros e se alguΘm os detectar, por favor avise-me.
-
-
- Seguindo a regra geral do mundo *nix, existe sempre mais de um modo se
- resolver o mesmo problema. Conforme vimos anteriormente, existem dois
- modos de operaτπo do teclado, chamados raw e cooked. Estes modos de
- operaτπo podem ser mudados com o programa kbd_mode, integrante do
- pacote kbd, o que nπo Θ recomendßvel fazer a nπo ser para restaurar o
- estado do console ap≤s um desastre com o servidor X, por exemplo. No
- modo raw o kernel nπo processa os diacrφticos (acentos).
-
- Cedric Adjih criou uma alteraτπo para o kernel que permitia tratar os
- acentos mesmo em modo raw, inicialmente voltada para o teclado de
- desenho francΩs. EnΘas Queiroz, AndrΘ D. Balsa e Claudemir Todo Bom
- fizeram melhorias e o adaptaram para os teclados internacional,
- portuguΩs e ABNT. O tratemanto de acentos Θ feito parte pelo kernel,
- parte por um processo que roda em retaguarda (daemon) chamado diacrd,
- conforme descrito a seguir:
-
- ╖ Uma modificaτπo no kernel faz que todos os dados lidos do teclado
- sejam redirecionados para um dispositivo especial do sistema
- chamado /dev/rawkbd quando o teclado estiver em modo raw.
-
- ╖ Os dados que o kernel grava no /dev/rawkbd sπo lidos pelo programa
- diacrd, que processa as seqⁿΩncias acento-letra e reescreve no
- /dev/rawkbd os caracteres acentuados na forma de c≤digos de
- varredura (scancodes) que normalmente nπo existem no teclado.
-
- ╖ O kernel lΩ no /dev/rawkbd os c≤digos gravados pelo diacrd e os
- passa α aplicaτπo, que no caso Θ o servidor X.
-
- ╖ O servidor X mapeia os c≤digos de varredura para caracteres. Um
- mapa de teclado especial permite entπo gerar as letras acentuadas.
-
- O diacrd pode ser obtido via FTP an⌠nimo no endereτo
-
-
- <ftp://metalab.unc.edu/pub/Linux/system/keyboards>
-
-
- Hß vers⌡es diferentes, de acordo com o tipo de teclado e, pelo menos
- por enquanto, nπo se pode reconfigurß-lo sem recompilar. Para fazer a
- instalaτπo, de acordo com o arquivo ``README'', deve-se fazer o
- seguinte (pelo usußrio root):
-
- ╖ Obtenha o arquivo -.tar.gz correspondente a seu teclado. Extraia
- seu conte·do, o que deverß criar um diret≤rio chamado
- diacrd-<versπo>.
-
- ╖ Edite o arquivo diacrd.c e remova os comentßrios desejados, de
- acordo com suas preferΩncias. Pode-se incluir capacidade de rodar o
- programa xmodmap e ejetar o CD-ROM sob controle do pressionamento
- de uma combinaτπo de teclas.
-
- ╖ Aplique a modificaτπo no kernel. Para isto, execute o comando
- ``make patch-usr-src''.
-
- ╖ Crie o dispositivo /dev/rawkbd executando o comando
- ``make rawkbd''.
-
- ╖ Compile o diacrd e instale-o executando os comandos ``make'' e
- ``make install''.
-
- ╖ Compile e instale o kernel, com os comandos
-
- cd /usr/src/linux
- make config
- make zlilo
-
-
- Para maiores informaτ⌡es sobre compilaτπo/instalaτπo do kernel, leia o
- Kernel-HOWTO, disponφvel via Internet nos reposit≤rios do LDP men¡
- cionados na seτπo ``Onde encontrar a versπo mais atual''.
-
- ╖ DΩ um ``reboot'' no computador. Verifique se o suporte ao
- dispositivo rawkbd foi instalado com sucesso com o comando
-
- dmesg | grep RAWKBD
-
-
- Deve aparecer
-
- RAWKBD interface for diacriticals translation enabled...
-
-
- e teste o dispositivo /dev/rawkbd com o comando
-
- printf "### TESTANDO ###" >> /dev/rawkbd
-
-
- Veja na seτπo ``Configuraτπo do console'' como carregar um mapa com
- suporte α acentuaτπo. O pacote diacrd vem com um arquivo chamada
- usintl.map, que corresponde ao nosso us+.map. Se seu teclado nπo for
- do tipo americano, use o pt.map ou abnt-2.map.
-
- ╖ Substitua o arquivo /usr/X11R6/lib/X11/xkb/keycodes/xfree86 pelo
- arquivo fornecido junto com o diacrd.
-
- ╖ Se tudo correr bem, rode o programa diacrd. Depois ative o X e use
- o xmodmap para carregar o mapa xmodmap.diacrd.
-
- Se a geraτπo de acentos funcionar, Θ preciso tornar permanentes as
- alteraτ⌡es necessßrias. Pode-se fazΩ-lo incluindo a carga do diacrd no
- arquivo /etc/rc.d/rc.local (Slackware).
-
- Se algum dos leitores tiver criado um script de ativaτπo do
- diacrd para a distribuiτπo Debian ou Red Hat, por favor
- envie-o para que seja incluφdo aqui.
-
-
- Mais informaτ⌡es sobre o diacrd podem ser encontradas no ``Dead keys
- Mini-HOWTO'' de Claudemir Todo Bom, disponφvel em <http://linux.uni¡
- camp.br/docs/diversos/deadkeys.html>.
-
-
- 5.6.3. Comparaτπo entre as duas soluτ⌡es
-
- Em termos de resultados prßticos, a Xlib modificada e o diacrd sπo
- equivalentes. Hß porΘm algumas diferenτas entre as duas soluτ⌡es que
- merecem atenτπo.
-
- Diacrd exige uma alteraτπo no kernel do Linux para resolver um
- problema que o kernel jß resolve, o que nπo deixa de parecer um tanto
- redundante. A dependΩncia de um processo de usußrio (o daemon kerneld)
- Θ uma desvantagem, pois se esse programa deixar de funcionar perde-se
- o suporte α acentuaτπo no X. Trata-se de uma soluτπo ainda em
- desenvolvimento e, segundo o conte·do da documentaτπo que o acompanha,
- o ideal seria que todo o tratamento fosse feito pelo kernel, sem
- depender de outro programa.
-
- AtΘ o momento da publicaτπo deste HOWTO, o diacrd ainda nπo era
- compatφvel com a versπo 2.2 do kernel do Linux.
-
- A soluτπo via Xlib Θ, pelo menos em teoria, totalmente transparente αs
- aplicaτ⌡es e permite reconfiguraτπo em tempo de execuτπo, bastando
- alterar o mapa de teclado do X e as regras de composiτπo. Jß o diacrd
- precisa ser recompilado se quisermos trocar o tipo de teclado, mas Θ
- possφvel que novas vers⌡es incorporem algum recurso de reconfiguraτπo.
-
- O diacrd s≤ funciona no teclado do pr≤prio computador. Se quisermos
- usar um display remoto, seja um terminal X, seja um outro computador,
- nπo teremos suporte α acentuaτπo. A troca da Xlib, por outro lado,
- enquadra-se plenamente na filosofia do X de que o servidor provΩ
- mecanismo, deixando a cargo da aplicaτπo a definiτπo de polφticas.
- Exemplo da vantagem deste paradigma Θ poder usar as tΘcnicas descritas
- na seτπo ``Configuraτπo do X'' em outros sistemas operativos e com
- terminais X.
-
- A soluτπo via Xlib parece-me mais ``limpa'' e Θ minha predileta, mas,
- como sempre, fica a critΘrio do usußrio ou do administrador do sistema
- qual alternativa escolher. De qualquer modo, sempre Θ bom lembrar qua
- ambas as soluτ⌡es sπo remendos. Considerando-se a rßpida evoluτπo que
- estß a ocorrer no campo do software livre, com o desenvolvimendo de
- ambientes de trabalho como KDE, GNOME e GNUStep, podemos supor que em
- breve nenhum desses remendos serß mais necessßrio.
-
-
- 6. Configuraτπo dos vßrios programas
-
-
- 6.1. Aplicativos
-
- A maioria das aplicaτ⌡es que rodam no Unix usa algum tipo de arquivo
- de configuraτπo que o usußrio coloca em seu diret≤rio de trabalho
- (home) e cujo nome normalmente Θ .alguma-coisarc. Tanto quanto
- possφvel, tentei evitar que isso fosse necessßrio, pois alΘm de dar
- mais trabalho ao usußrio (e ao administrador da rede ;-) pode
- dificultar um pouco as coisas. Por exemplo, aqui no CPMet temos o
- diret≤rio home compartilhado entre um servidor Alpha rodando DEC UNIX
- com os PCs rodando Linux via NFS (atΘ a maior parte do Linux estß
- instalada no Alpha, os PCs s≤ tΩm a partiτπo raiz e uma ßrea de swap).
- Os arquivos podem necessitar algum ajuste dependendo da plataforma e
- nem todos os programas possuem flexibilidade bastante para isso.
-
- Uma opτπo que muitos programas tambΘm oferecem Θ especificar em uma
- varißvel de ambiente o nome do arquivo de configuraτπo ou o uso de
- arquivos padrπo que normalmente ficam em um diret≤rio /usr/lib/alguma-
- coisa ou /etc/alguma-coisa.
-
-
- 6.1.1. Bash (biblioteca GNU readline)
-
- Os programas que utilizam a biblioteca GNU readline para ler a linha
- de comando procuram por um arquivo chamado .inputrc no diret≤rio
- ``HOME'' do usußrio caso nπo exista uma varißvel de ambiente INPUTRC
- contendo o caminho para um arquivo de configuraτπo.
-
- Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo
-
- INPUTRC="/etc/inputrc"
- export INPUTRC
-
-
- e crie um arquivo /etc/inputrc contendo
-
- set meta-flag on
- set convert-meta off
- set output-meta on
-
-
- Outra alternativa Θ criar um arquivo .inputrc no diret≤rio home do
- usußrio com o conte·do acima, mas Θ muito difφcil manter atualizados
- os arquivos de todos os usußrios, principalmente quando eles sπo
- muitos. Um inputrc mais completo pode ser obtido via WWW na pßgina do
- Portuguese HOWTO. Ele contΘm opτ⌡es para vßrios tipos de terminal e
- permite usar as teclas de movimento de cursor para percorrer o
- hist≤rico de comandos (setas para cima e para baixo); ir para o
- primeiro e para o ·ltimo comandos do hist≤rico (teclas PageUp e Page¡
- Down); posicionar o cursor na linha (setas para a esquerda e direita)
- e posicionar o cursor no inφcio e no fim da linha (teclas Home e End).
-
- Para maiores informaτ⌡es leia os manuais do bash e da biblioteca
- readline com os comandos
-
- man bash
- man readline
-
-
-
-
- 6.1.2. Emacs
-
- O pai de todos os editores pode ser configurado criando-se um arquivo
- chamado .emacs no diret≤rio do usußrio, contendo as seguintes linhas:
-
- (set-input-mode nil nil 1)
- (standard-display-european t)
- (require 'iso-syntax)
-
-
-
- Para tornar esta configuraτπo global, na distribuiτπo Slackware
- coloque os comandos no arquivo /usr/lib/emacs/site-lisp/site-start.el.
- Na distribuiτπo Debian o emacs executa todos os scripts contidos no
- diret≤rio /etc/emacs/site-start.d ao ser carregado. Tudo que se tem a
- fazer Θ colocar esses comandos em um arquivo chamado, por exemplo,
- 01portugues-emacs.el.
-
- Se o estimado leitor, assim como eu, nπo se agrada do tratamento dado
- pelo Emacs αs teclas de Delete, Home e End, aproveite a oportunidade e
- acrescente ao mesmo arquivo o seguinte:
-
- (global-unset-key [backspace] )
- (global-set-key [backspace] 'delete-backward-char)
- (global-unset-key [delete] )
- (global-set-key [delete] 'delete-char)
- (define-key global-map [home] 'beginning-of-line)
- (define-key global-map [C-home] 'beginning-of-buffer)
- (define-key global-map [end] 'end-of-line)
- (define-key global-map [C-end] 'end-of-buffer)
-
-
-
- Arquivos de configuraτπo prontos podem ser obtidos via WWW na pßgina
- do Portuguese HOWTO. Para Slackware, hß um site-start-emacs.el, que
- deve ser copiado para o diret≤rio /usr/lib/emacs/site-lisp com o nome
- de site-start.el. Para Debian, hß um 01portugues-emacs.el que deve ser
- copiado para o diret≤rio /etc/emacs/site-start.d.
-
- Certifique-se de estar usando a versπo 24-out-1998 ou mais recente do
- arquivo de mapa de teclado para o X, pois ela possui uma correτπo no
- tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que sπo muito usadas
- pelo Emacs.
-
-
- 6.1.3. flex
-
- Especifique a opτπo -8 se o parser a gerar necessitar de ler dados de
- 8 bit.
-
-
- 6.1.4. Fortune
-
- Fortune Θ aquele programa que toda vez que Θ invocado apresenta uma
- pequena mensagem, geralmente bem humorada. Ele Θ inspirado nos
- biscoitos da fortuna chineses (em inglΩs fortune cookies, daφ o nome).
- Eis algumas mensagens tφpicas:
-
- dROGA!!oNDE ESTA O cAPSLOCK??
-
- Mouse nπo encontrado, bater no gato? (S/N)
-
- Que fio Θ ess<=V++088.../NO CARRIER
-
- Quem ri por ·ltimo estß conectado a 2400Bit/s.
-
-
- Tudo que o programa faz Θ escolher aleatoriamente uma mensagem em um
- reposit≤rio mantido no diret≤rio /usr/games/fortunes (Slackware) ou
- /usr/share/games/fortunes (Debian). Neste diret≤rio existem diversos
- arquivos com as ``fortunas'' e um arquivo φndice para cada um deles,
- que possui a extensπo .dat. O formato dos arquivos Θ muito simples:
- cada fortuna Θ composta de uma sΘrie de linhas de texto. As fortunas
- sπo separadas umas das outras por linhas contendo apenas um caracter
- %. Veja o trecho a seguir:
-
-
-
-
-
-
- O que sπo quatro pontos na parede? Four migas. Ugh!
- %
- Errar Θ humano, botar a culpa no computador Θ mais humano ainda.
- %
- Aφ ela me disse: Ou eu ou o modem! Sinto muitas saudades dela...
-
-
- Tudo que temos a fazer Θ criar um arquivo com as fortunas chamado,
- digamos fortunes com o formato descrito acima. Depois basta usar o
- programa strfile para gerar o φndice:
-
- strfile fortunes
-
-
- e um arquivo chamado fortunes.dat serß criado. Claro que se quisermos
- que o fortune mostre apenas mensagens em PortuguΩs, teremos que
- remover os arquivos existentes no diret≤rio original. Sugiro simples¡
- mente renomeß-lo para fortunes-en (de English) e criar outro vazio.
- Eu coletei algumas fortunas e as coloquei no arquivo fortunes-
- pt.tar.gz que pode ser obtido via WWW na pßgina do Portuguese HOWTO.
- Nπo esqueτa de colocar no seu /etc/profile algumas linhas contendo uma
- chamada ao fortune, por exemplo
-
- if [ -x /usr/games/fortune -a ! -e $HOME/.hushlogin ]; then
- echo
- /usr/games/fortune
- echo
- fi
-
-
- Uma ·ltima informaτπo: se o nome de um arquivo termina com o sufixo -o
- o fortune s≤ o consulta se for chamado com a opτπo -o. Esses arquivos
- sπo os que contΘm mensagens cujo conte·do pode ser considerado ofen¡
- sivo por algumas pessoas, tais como
-
- S≤ nπo mando a sogra pro inferno, com pena do Diabo.
-
-
- Claro que existem coisas muito mais ofensivas por aφ, mas este Θ um
- Linux HOWTO e nπo queremos realmente ofender ninguΘm, certo?
-
-
- 6.1.5. Ispell
-
- Dicionßrios para o PortuguΩs de Portugal podem ser obtidos via WWW na
- pßgina do Projecto Natura em
- <http://www.di.uminho.pt/~jj/pln/pln.html>. Para o Brasil, hß uma
- versπo compilada pelo Ueda: <http://www.ime.usp.br/~ueda/>.
-
-
- Eu gostaria de poder colocar maiores informaτ⌡es, mas ainda
- nπo tenho conhecimento suficiente sobre o Ispell e nπo posso
- ensinar o que nπo sei. Preciso de ajuda aqui.
-
-
-
- 6.1.6. JDK (inclui ICQJava)
-
-
- Esta informaτπo Θ baseada em uma mensagem da qual guardei o
- conte·do mas nπo o remetente. Peτo desculpas e espero que
- perdoe a falha. Nπo testei pessoalmente a informaτπo e peτo
- que me escrevam confirmando tanto a correτπo quanto, se
- possφvel, a identidade do autor.
-
-
- O JDK utiliza fontes padrπo que nπo suportam acentos. Isto quer dizer
- que letras com acentos sπo ignoradas e, geralmente, confundem o resto
- do texto. Resolver isto Θ extremamente fßcil:
-
- ╖ entre no diret≤rio jdk1.1.5/lib (no meu caso, /jdk1.1.5/lib);
-
- ╖ copie o arquivo font.properties.hu sobrescrevendo o font.properties
- atual (lembre-se de fazer backups!);
-
- ╖ entre no jdk e divirta-se! Fazendo isto, seu ICQ e todos os
- aplicativos que usem o jdk estarπo aptos a lerem acentos! (fßcil,
- nπo?)
-
-
- 6.1.7. Joe
-
- Invoque o joe com a opτπo -asis na linha de comando ou altere os
- arquivos de configuraτπo para ativar tal opτπo. Na Slackware eles
- estπo no diret≤rio /usr/lib/joe. Tudo que se tem a fazer Θ remover o
- espaτo em branco existente no inφcio de cada linha. Outra alternativa
- Θ acrescentar a seguinte linha ao arquivo /etc/profile:
-
- alias joe='joe -asis'
-
-
-
- Joe pode emular os editores Pico, emacs e WordStar. Um arquivo joerc
- estß disponφvel via WWW na pßgina do Portuguese HOWTO, contendo
- configuraτ⌡es que permitem usar as teclas Home e End para movimentar o
- cursor para o inφcio e fim da linha.
-
-
- 6.1.8. Less
-
- Coloque as seguintes linhas no seu arquivo /etc/profile:
-
- LESS="-MM -i"
- LESSCHARSET="latin1"
- LESSKEY="/etc/lesskey"
- LESSOPEN='|lesspipe.sh "%s"'
- export LESS LESSCHARSET LESSKEY LESSOPEN
-
-
- LESSKEY informa o nome de um arquivo contendo uma tabela de seqⁿΩncias
- de caracteres geradas por cada tecla e as aτ⌡es a serem tomadas pelo
- less. Para criar o arquivo /etc/lesskey, crie primeiro o arquivo
- /etc/lesskey.in contendo as seguintes linhas:
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
- # Termianl ANSI (console do Linux, XTerm, etc)
- \e[1~ goto-line
- \e[4~ goto-end
- \e[5~ back-screen
- \e[6~ forw-screen
- \e[7~ goto-line
- \e[8~ goto-end
- \e[A back-line
- \e[B forw-line
- # XTerm
- \eOH goto-line
- \eOF goto-end
- \e[H goto-line
- \e[F goto-end
- # Console Sun (testado com teclados Type 4/5)
- \e[214z goto-line
- \e[220z goto-end
- \e[216z back-screen
- \e[222z forw-screen
- # Arquivo seguinte/anterior
- :n next-file
- :N next-file
- :p prev-file
-
-
- Depois ``compile-o'' usando o comando
-
- # lesskey -o /etc/lesskey /etc/lesskey.in
-
-
- Crie o arquivo /usr/bin/lesspipe.sh contendo
-
- #!/bin/sh
- # This is a preprocessor for 'less'. It is used when this environment
- # variable is set: LESSOPEN="|lesspipe.sh %s"
-
- case "$1" in
- *.rpm) rpm -qilp "$1" 2>/dev/null ;;
- *.tar) tar tvvf "$1" 2>/dev/null ;;
- *.tgz | *.tar.gz | *.taz | *.tar.Z | *.tar.z)
- tar tzvvf "$1" 2>/dev/null ;;
- *.tbz2 | *.tar.bz2)
- bzip2 -dc "$1" | tar tvvf - 2>/dev/null ;;
- *.Z) gzip -dc "$1" 2>/dev/null ;;
- *.z) gzip -dc "$1" 2>/dev/null ;;
- *.[1-9].gz | *.n.gz | *.man.gz)
- FILE=`file -Lz "$1" | cut -d ' ' -f 2`
- if [ "$FILE" = "troff" ]; then
- gzip -dc "$1" | groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc
- fi ;;
- *.gz) gzip -dc "$1" 2>/dev/null ;;
- *.zip) unzip -l "$1" 2>/dev/null ;;
- *.[1-9] | *.n | *.man)
- FILE=`file -L "$1" | cut -d ' ' -f 2`
- if [ "$FILE" = "troff" ]; then
- groff -s -p -t -e -Tlatin1 -mandoc "$1"
- fi ;;
- esac
-
-
- Nπo esqueτa de tornß-lo executßvel:
-
- chmod 755 /usr/bin/lesspipe.sh
-
-
-
- Na distribuiτπo Debian jß existe um script /usr/bin/lesspipe (note a
- ausΩncia da extensπo .sh). Para os curiosos a respeito da referΩncia a
- ``*.rpm'', embora na mßquina em questπo se use Slackware, Θ possφvel
- ter o utilitßrio RPM instalado tambΘm, o que facilita tomar
- ``emprestados'' pacotes do Red Hat, Caldera e S.u.S.E.. Existe um
- RPM+Slackware Mini-HOWTO que explica como fazer isso.
-
-
- 6.1.9. ls
-
- Acrescente a seguinte linha ao arquivo /etc/profile :
-
- alias ls="ls -N"
-
-
- ou
-
- alias ls="ls -b"
-
-
- Se a sua distribuiτπo de Linux usa o GNU ls (todas as que eu conheτo
- usam) basta acrescentar ao arquivo /etc/profile ou .profile as
- seguintes linhas:
-
- # -----------------------------------------
- # Set up the color-ls environment variables
- # -----------------------------------------
- if [ "$SHELL" = "/bin/bash" -o \
- "$SHELL" = "/bin/sh" ]; then
- eval `dircolors -b`
- elif [ "$SHELL" = "/bin/zsh" ]; then
- eval `dircolors -z`
- elif [ "$SHELL" = "/bin/ash" ]; then
- eval `dircolors -s`
- elif [ "$SHELL" = "/bin/ksh" -o \
- "$SHELL" = "/bin/pdksh" ]; then
- eval `dircolors -k`
- elif [ "$SHELL" = "/bin/csh" -o \
- "$SHELL" = "/bin/tcsh" ]; then
- eval `dircolors -c`
- else
- eval `dircolors -b`
- fi
-
-
- Se o seu shell Θ o csh ou tcsh, acrescente a seguinte linha ao arquivo
- /etc/csh.login ou ~/.login:
-
- alias ls 'ls --color'
-
-
-
-
- 6.1.10. LyX
-
- Para aqueles que acham trabalhoso escrever documentos para o LaTeX
- usando um simples editor de texto (e realmente Θ) LyX Θ uma excelente
- opτπo. Este programa cria uma interface grßfica atravΘs da qual
- editamos os documentos que serπo depois formatados pelo LaTeX. O
- ambiente Θ quase-WYSIWYG (What You See Is What You Get - O que tu vΩs
- Θ o que tu obtΘns). LyX nπo roda apenas em Linux, mas em qualquer
- Unix. Maiores informaτ⌡es podem ser obtidas em
-
-
- <http://www.lyx.org>
-
- A partir da versπo 1.0.1 do LyX jß tem a interface com o usußrio em
- PortuguΩs, traduzida por Pedro Kr÷ger, que tambΘm estß traduzindo os
- manuais, junto com Roberto Mello. Estas traduτ⌡es jß fazem parte da
- distribuiτπo oficial do LyX.
-
- Tendo o LyX instalado, Θ muito fßcil criar documentos com acentuaτπo
- em PortuguΩs. Seguindo as seguintes regras:
-
-
- ╖ Se o teclado foi configurado para ter dead keys usando um dos mapas
- aqui fornecidos, nπo Θ necessßrio fazer mais nada. Basta digitar o
- texto normalmente usando as seqⁿΩncias de acentuaτπo. A ·nica
- exceτπo Θ o c-cedilha que nπo pode ser gerado usando a seqⁿΩncia
- 'c, pois o LyX gera um c com acento. Temos que usar a seqⁿΩncia
- Compose-vφrgula-c.
-
- ╖ Se o teclado nπo foi configurado para ter dead keys ainda assim Θ
- possφvel acentuar no LyX. Selecione o menu Options/Keyboard. Na
- caixa de dißlogo ``Key Mappings'', selecione no φtem
- Language/Primary a opτπo ``American''. Com isto o LyX farß a
- composiτπo dos caracteres acentuados usando regras semelhantes αs
- das dead keys.
-
- ╖ A vφrgula serß tratada como cedilha. Para obter um `╟'digite ,C e
- para obter uma vφrgula digite ,,. Cuidado! A seqⁿΩncia ,<espaτo>
- gerarß uma cedilha isolada e nπo uma vφrgula!
-
- ╖ ~ ^ ' e ` serπo tratados como acentos. Vale a mesma regra anterior:
- para obter apenas o acento, pressione a tecla duas vezes
- consecutivas.
-
- ╖ : ; . / ? e - tambΘm serπo tratados como acentos. ?a gerarß um `σ'
- e assim por diante.
-
- Para o LyX imprimir corretamente, Θ necessßrio que, ao criar um novo
- documento, sejam selecionados a lφngua e a codificaτπo de caracteres
- adequadas. Crie um documento selecionando o menu File/New. Depois
- selecione o menu Layout/Document. Na caixa de dißlogo ``Document
- Layout'' selecione no φtem Language a opτπo ``brazil'' ou ``portuges''
- (sem o u mesmo); no φtem Encoding selecione ``latin1''.
-
- Veja a observaτπo sobre o pacote algorithm na seτπo ``TeX e LaTeX''
-
- Uma observaτπo final sobre o LyX: a versπo atual (1.0.x) utiliza a
- biblioteca XForms para construir a interface com o usußrio. Como essa
- biblioteca nπo tem suporte para acentuaτπo, nπo Θ possφvel digitar
- letras acentuadas nas caixas de dißlogo, somente no corpo do documento
- editado. Segundo os desenvolvedores, nas novas vers⌡es do LyX serß
- possφvel escolher o tipo de interface ao compilar o programa, o que
- permitirß o uso de toolkits mais flexφveis. Jß existe uma versπo de
- LyX portada para o toolkit Qt, usado no KDE, chamada KLyX. Os autores
- sπo Matthias Ettrich -- autor original do LyX -- e Kalle Dalheimer.
- Para maiores informaτ⌡es, consulte via WWW: <http://www-
- pu.informatik.uni-tuebingen.de/users/ettrich/>.
-
-
- 6.1.11. Man, groff, troff
-
- Pode-se usar a opτπo de linha de comando -Tlatin1 para o groff, mas Θ
- mais simples colocar uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo
-
- GROFF_TYPESETTER="latin1"
- export GROFF_TYPESETTER
-
-
-
- Para maiores informaτ⌡es leia o manual do groff com o comando
-
- man groff
-
-
-
- No Linux, o comando man usa o groff para formatar os manuais e deve
- ser configurado para usar o conjunto Latin 1, ou nπo serß possφvel
- formatar satisfatoriamente manuais que contenham caracteres nπo
- pertencentes ao conjunto ASCII, como Θ o caso do ``man iso_8859_1''.
- Na distribuiτπo Slackware, Θ preciso editar o arquivo
- /usr/lib/man.config e alterar as definiτ⌡es NROFF e NEQN, trocando a
- opτπo ``-Tascii'' para ``-Tlatin1'':
-
- NROFF /usr/bin/groff -Tlatin1 -mandoc
- NEQN /usr/bin/geqn -Tlatin1
-
-
- ou, se usarmos a varißvel de ambiente GROFF_TYPESETTER, podemos sim¡
- plesmente eliminar a opτπo -Tascii. Na distribuiτπo Debian nπo Θ
- necessßrio fazer nenhuma configuraτπo para o man, bastando configurar
- GROFF_TYPESETTER e na Red Hat (incluindo Conectiva) o arquivo Θ
- /etc/man.config
-
- Groff tambΘm pode ser configurado para fazer a separaτπo silßbica em
- portuguΩs, o que Θ muito ·til se tivermos pßginas de manual em
- PortuguΩs. Isto Θ bastante simples, porque quando James Clarck p⌠s
- suporte a hifenizaτπo no groff ele usou o mesmo algoritmo de
- hifenizaτπo do TeX. Para ter hifenizaτπo em portuguΩs, basta copiar o
- arquivo de regras do TeX e fazer o groff usß-lo. O arquivo hyphen.pt
- pode ser obtido junto com os demais na pßgina do HOWTO. Trata-se do
- arquivo pt8hyph.tex (ver seτπo ``TeX e LaTeX'') ao qual foi adicionado
- apenas um comentßrio.
-
- Ele deve ser copiado para o diret≤rio /usr/share/groff/tmac/ ou
- /usr/lib/groff/tmac/, dependendo da distribuiτπo. ╔ conveniente criar
- um ``link'' simb≤lico para hyphen.br. Para usar esse arquivo, basta
- colocar no inφcio do seu documento troff/groff as linhas a seguir:
-
- .if \n(.g \{\
- .hla pt
- .hpf hyphen.pt
- .\}
-
-
- O .if nπo Θ necessßrio para a acentuaτπo, mas ele testa se o proces¡
- sador usado Θ o groff. Deste modo pode-se usar o mesmo documento em
- outros UNIX nos quais se use o troff normal sem que ele gere mensagens
- de erro sobre comandos desconhecidos.
-
-
- 6.1.12. Midnight Comander (mc)
-
- No menu Options sub-menu Display bits... ligue a opτπo ``Full 8 bits''
- ou ``ISO 8859-1''. Na versπo 3.2.11 isso permite que sejam mostrados
- nomes de arquivos contendo caracteres acentuados, mas nπo foi possφvel
- digitar tais caracteres na linha de comando ou nas caixas de dißlogo.
-
-
- 6.1.13. Minicom
-
- Coloque uma linha no seu arquivo /etc/profile contendo
-
- MINICOM="-m -c on"
- export MINICOM
-
- Isso permitirß usar a tecla Alt para ativar os comandos (exatamente
- como o Telix) e tambΘm usar cores. Para maiores informaτ⌡es, leia o
- manual do Minicom usando o comando
-
- man minicom
-
-
- Mais uma dica sobre o Minicom: para fazΩ-lo usar usar corretamante a
- tecla Meta para ativaτπo dos comandos rodando dentro de um xterm,
- deve-se invocß-lo com a opτπo ``-m'' e passar a opτπo ``-xrm "*eight¡
- BitInput: false"'' para o xterm. Se usarmos o rxvt entπo o minicom
- deve ser chamado com a opτπo ``-m'' e a tecla de ativaτπo dos comandos
- serß Alt. Fiz uma adaptaτπo no script xminicom que pode ser obtido via
- WWW na pßgina do Portuguese HOWTO.
-
- Segundo Arnaldo Carvalho de Melo, as vers⌡es mais recentes do Minicom
- suportam internacionalizaτπo. Suporte para o PortuguΩs foi
- acrescentado pelo pessoal da Conectiva. O c≤digo fonte pode ser obtido
- na pßgina do Jukka (atual mantenedor do Minicom) em
-
- <http://www.clinet.fi/~walker/minicom.html>
-
-
-
- 6.1.14. Netscape Communicator
-
- O Communicator, assim como muitas aplicaτ⌡es que utilizam toolkits
- baseados no X Toolkit (Xt), permite que se modifiquem muitas de suas
- caracterφsticas por meio de arquivos de configuraτπo (X Resources). No
- caso especφfico do Communicator, pode-se criar um arquivo chamado
- Netscape no diret≤rio /usr/X11R6/lib/X11/app-defaults contendo estas
- opτ⌡es.
-
- Na distribuiτπo brasileira Conectiva, o pacote do Communicator vem com
- um arquivo /usr/lib/netscape/i18n/Netscape.ad.pt_BR e um script
- /usr/bin/netscape que executa o Communicator fazendo-o ler este
- arquivo. Uma c≤pia do Netscape.ad.pt_BR pode ser obtida na pßgina
- oficial do Portuguese-HOWTO. Para usß-lo, simplesmente copie-o para
- /usr/X11R6/lib/X11/app-defaults/Netscape, se sua distribuiτπo nπo o
- possuir, mas fique atento que seu uso pode criar problemas com novas
- vers⌡es do programa.
-
- Maiores informaτ⌡es sobre ``X Resources'' podem ser obtidas em
- [GET94], [McC94] e no manual do programa xrdb, com o comando
-
-
- man xrdb
-
-
-
-
- 6.1.15. nn
-
-
- Al⌠, al⌠, alguΘm usa nn? Informaτπo mais atualizada serß bem
- recebida.
-
-
- Acrescente a seguinte linha ao arquivo ~/.nn/init:
-
- set data-bits 8
-
-
-
-
-
- 6.1.16. Pine e Pico
-
- Para o Pine utilizar o conjunto de caracteres Latin 1, coloque uma
- linha no arquivo .pinerc, no diret≤rio do usußrio, contendo
-
- character-set=ISO-8859-1
-
-
- ou crie um arquivo geral de configuraτπo contendo tal linha. Esse
- arquivo normalmente Θ /usr/local/lib/pine.conf ou /usr/lib/pine.conf
-
- A configuraτπo tambΘm pode ser feita usando o pr≤prio programa. No
- menu de entrada selecione as opτ⌡es Setup/Configuration. Vß atΘ o φtem
- ``character-set'' e preencha-o com ``ISO-8859-1''. Para maiores
- informaτ⌡es leia o manual do pine com o comando
-
- man pine
-
-
-
-
- 6.1.17. tcsh
-
- Nenhuma medida especial Θ necessßria se for feita a correta
- configuraτπo das varißveis de ambiente ``LANG'' e ``LC_ALL'', conforme
- mostrado mostrado na seτπo ``Biblioteca libc''.
-
- Tcsh tem suporte a internacionalizaτπo e na distribuiτπo Debian hß um
- pacote chamado tcsh-i18n com suporte para French, German, Greek and
- Spanish.
-
-
- 6.1.18. TeX e LaTeX
-
-
- Esta seτπo foi escrita com ajuda de Klaus Steding-Jessen.
-
-
-
- 6.1.18.1. O pacote Babel
-
- O pacote Babel, criado por Johannes Braams provΩ suporte a um grande
- n·mero de idiomas para o LaTeX. De acordo com o idioma selecionado ele
- define muitas coisa como, por exemplo, os tφtulos dos capφtulos
- (Chapter, Capφtulo, Kapitel) e o tφtulo das tabelas (Tabela, Table,
- Tabelle). Para usar o pacote, basta incluir no preΓmbulo de seu
- documento LaTeX o comando
-
-
- \usepackage[portuges]{babel}
-
- ou
-
- \usepackage[brazil]{babel}
-
-
-
- Hß diferenτas sutis entre o Portugues do Brasil e o de Portugal, tais
- como as normas para escrita de datas e nomes de meses com a primeira
- letra mai·scula ou min·scula.
-
- Pode-se misturar mais de um idioma no mesmo documento. Para Alemπo e
- PortuguΩs ficaria:
-
-
-
- \usepackage[german,brazil]{babel}
-
-
-
- Nesse caso a ·ltima opτπo (brazil) fica sendo o idioma corrente. Para
- mudar ao longo do texto, entre um e outro, use:
-
-
- \selectlanguage{german}
-
- [...]
-
- \selectlanguage{brazil}
-
-
-
- Isto Θ muito ·til tambΘm quando queremos que uma palavra nπo seja
- separada. Basta definir um novo idioma e usß-lo nas palavras que nπo
- podem ser separadas. Coloque no preΓmbulo:
-
-
- \newlanguage\nohyphen
- \newcommand\nh[1]{{\language\nohyphen #1}}
-
-
-
- E use com \nh{FOO BAR}. ╔ melhor do que usar \mbox, que impede quebra
- no espaco em \mbox{FOO BAR}.
-
-
- 6.1.18.2. Separaτπo silßbica
-
- Normalmente apenas os suportes a separaτπo silßbica para InglΩs e
- Alemπo sπo carregados. Para configurar hifenizaτπo no teTeX, execute
- o utilitßrio texconfig, que na distribuiτπo Slackware deve ser o
- programa /usr/lib/teTeX/bin/texconfig e na Debian Θ
- /usr/bin/texconfig. Digite o comando
-
-
- texconfig hyphen
-
-
-
- O editor usado normalmente Θ o vi. Se o seu editor predileto for
- outro, crie uma varißvel de ambiente chamada EDITOR contendo o nome
- desse programa, como no exemplo a seguir:
-
-
- EDITOR=pico
- export EDITOR
-
-
-
- O editor de texto serß carregado, para editar o arquivo language.dat.
- Procure uma linha que comeτa por %portuges e remova o %. Grave o
- arquivo e saia do editor. O texconfig atualizarß diversos arquivos de
- configuraτπo (nπo se assuste com a quantidade de mensagens que
- aparecem na tela).
-
- Se o nome da tabela de hifenizaτπo que consta no seu language.dat Θ
- pthyph.tex entπo provavelmente trata-se da versπo 1.0, de 1987. A
- versπo 1.2, de 1996, pode ser obtida via FTP an⌠nimo em
-
- <ftp://ftp.tex.ac.uk/tex-archive/language/por¡
- tuguese/pt8hyph.tex>
-
- Copie-o para o mesmo diret≤rio onde se encontra o pthyph.tex, que
- dependendo de sua distribuiτπo pode ser
- /usr/lib/texmf/tex/generic/hyphen /usr/share/texmf/tex/generic/hyphen
- ou /usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/hyphen. Execute o comando texcon¡
- fig~hash e na mesma linha mencionada anteriormente insira um `8' no
- nome do arquivo, de modo que fique pt8hyph.tex.
-
-
- 6.1.18.3. Uso de Font Encoding T1
-
- Se o conjunto de caracteres (encoding) de uma fonte nπo provΩ acesso
- direto a caracteres acentuados, (como Θ o caso do OT1, padrπo do
- LaTeX) entπo o TeX gera estes caracteres sobrepondo o caracter base
- mais o acento. O algoritmo de hifenizaτπo, contudo, nπo hifeniza
- palavras formadas dessa forma.
-
- Se uma fonte jß provΩ acesso direto a caracteres acentuados, como as
- de codificaτπo T1, estes caracteres sπo usados diretamente sem
- prejuφzo do algoritmo de hifenizaτπo. O uso de encoding T1 Θ
- fundamental para a correta hifenizaτπo em PortuguΩs.
-
- Note que trata-se da mesma fonte, por falta a Computer Modern, apenas
- o que muda Θ o seu encoding, isto Θ, a ordem/disponibilidade dos
- caracteres dentro da mesma. Para selecionar estas fontes, inclua no
- preΓmbulo do seu documento o comando
-
-
- \usepackage[T1]{fontenc}
-
-
-
- O antigo pacote t1enc nπo deve mais ser usado e existe hoje apenas por
- quest⌡es de compatibilidade com documentos antigos. O fontenc Θ mais
- atual, continua a ser mantido e Θ de uso mais geral, portanto
- preferφvel.
-
-
- 6.1.18.4. Ediτπo de documentos
-
- Normalmente a introduτπo de caracteres acentuados no texto exige o uso
- de seqⁿΩncias de escape bastante trabalhosas. Para gerar um ``÷''
- deve-se digitar \"o. Com babel pode-se digitar apenas "o, o que nπo
- deixa de ser inconveniente para ler o fonte do documento. Hß um pacote
- chamado inputenc que permite especificar a codificaτπo em que estπo os
- caracteres de um documento. Lembre-se porΘm que se o seu documento for
- enviado para outro usußrio que nπo possua o inputenc ele poderß nπo
- conseguir processß-lo, mas esse recurso jß estß disponφvel desde a
- liberaτπo do LaTeX2e em dezembro 1994. Todas as distribuiτ⌡es de Linux
- atuais o incluem.
-
- Sugestπo: uma configuraτπo do GNU Emacs para gerar caracteres
- acentuados, pr≤pria para o uso com o pacote inputenc:
-
-
- (add-hook 'LaTeX-mode-hook
- (lambda ()
- (standard-display-european 1)
- (load-library "iso-acc")
- (iso-accents-mode 1)
- (iso-accents-customize "portuguese")
- (auto-fill-mode 1)
- ))
-
-
-
-
- E outra que nπo requer o inputenc. O uso da biblioteca `iso-cvt' faz
- a transformaτπo de ISO-8859-1 (no buffer do Emacs) para o padrπo do
- LaTeX (no arquivo).
-
-
- (add-hook 'LaTeX-mode-hook
- (lambda ()
- (standard-display-european 1)
- (load-library "iso-cvt")
- (load-library "iso-acc")
- (iso-accents-mode 1)
- (iso-accents-customize "portuguese")
- (auto-fill-mode 1)
- ))
-
-
-
- Muitas vezes o usuario jß possui muitos arquivos num formato de acento
- do LaTeX e gostaria de passar tudo para o formato ISO, pr≤prio para
- uso do pacote inputenc. Uma boa opτπo para isto Θ usar o programa
- recode. Se vocΩ possui arquivos .tex e deseja converte-lo para formato
- ISO-8859-1 pode usar:
-
-
- recode -d LaTeX:l1 file.tex
-
-
-
- O c≤digo-fonte do GNU recode pode ser obtido via FTP an⌠nimo em
- <ftp://prep.ai.mit.edu/pub/gnu/recode/recode-3.4.tar.gz> e em muitos
- espelhos do GNU mundo afora. A distribuiτπo Debian tem um pacote
- pronto e outras tambΘm devem ter.
-
-
- 6.1.18.5. Teste da configuraτπo do LaTeX
-
- Para testar a nova configuraτπo copie o seguinte trecho para um
- arquivo chamado, digamos, exemplo.tex:
-
-
- \documentclass[a4paper]{article}
- \usepackage[latin1]{inputenc}
- \usepackage[T1]{fontenc}
- \usepackage[portuges]{babel}
- %%
- %% ou \usepackage[brazil]{babel}
- %%
-
- \begin{document}
- \title{Linux Portuguese-HOWTO}
- \author{Carlos Augusto Moreira dos Santos}
- \date{\today}
-
- \maketitle
-
- \section{Introduτπo}
-
- Este documento pretende ser um guia de referΩncia de configuraτπo
- do \textbf{Linux} e seus programas, teclados e fontes de
- caracteres, permitindo sua internacionalizaτπo/utilizaτπo confortßvel
- por pessoas que falem a Lφngua Portuguesa.
-
- \end{document}
-
-
-
- Esse texto contΘm de prop≤sito uma ``palavra'' bastante longa para
- forτar a separaτπo silßbica. Ele estß disponφvel via WWW no arquivo
- exemplo.tex na pßgina do Portuguese HOWTO. Para processß-lo, use o
- comando latex, conforme mostrado a seguir:
-
- bash$ latex exemplo.tex
- This is TeX, Version 3.14159 (C version 6.1)
- (exemplo.tex
- LaTeX2e <1996/06/01>
- Hyphenation patterns for english, german, portuges, loaded.
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/article.cls
- Document Class: article 1996/05/26 v1.3r Standard LaTeX document class
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/size10.clo))
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/inputenc.sty beta test version
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/latin1.def))
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/fontenc.sty
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/latex/base/T1enc.def))
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.sty (portuges.ldf
- (/usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel/babel.def))) (exemplo.aux) [1]
- (exemplo.aux) )
- (see the transcript file for additional information)
- Output written on exemplo.dvi (1 page, 812 bytes).
- Transcript written on exemplo.log.
-
-
- A mensagem ``Hyphenation patterns for english, german, portuges,
- loaded.'' indica que a configuraτπo foi bem sucedida. Se o seu com¡
- putador estß rodando o X o documento formatado poderß ser visto com o
- comando
-
- xdvi exemplo.dvi
-
-
-
- Observe que o ``\today'' gera a data corrente. No ``portugues'' seria
- ``17 de Julho de 1998'' mas no ``brazil'' seria ``17 de julho de
- 1998''.
-
-
- 6.1.18.6. Problemas com alguns pacotes do teTeX
-
- Hß um problema com o pacote algorithm do LaTeX, que nπo Θ suportado
- pelo babel, fazendo com que a lista de algoritmos saia com o tφtulo
- ``List of Algorithms'' e o tφtulo de cada um deles seja impresso como
- ``Algorithm #''. Para evitar esse problema, coloque no preΓmbulo de
- seu documento LaTeX, ap≤s o comando ``\usepackage{algorithm}'' o
- seguinte:
-
-
- \makeatletter
- \renewcommand{\ALG@name}}{Algoritmo}}
- \makeatother
- \renewcommand{\listalgorithmname}}{Lista de Algoritmos}}
-
-
-
- No teTeX 0.4 (versπo 1.2h do portuges.ldf) o tφtulo do ambiente proof,
- encontrado nas classes amsbook, amsart, etc., sai como ``Proof.''.
- Para corrigir isso, coloque no preΓmbulo de seu documento o comando
-
-
- \renewcommand{\proofname}}{Demonstra\c{c}\~ao}
-
-
-
-
- mas o mais recomendßvel Θ que se atualize a versπo do teTeX.
-
- Usußrios do LyX podem incluir esses comandos no preΓmbulo do documento
- usando o menu Layout/LaTeX Preamble. Pode-se resolver o problema
- alterando o arquivo portuges.ldf que contΘm as definiτ⌡es necessßrias
- ao PortuguΩs, mas esta soluτπo nπo Θ portßvel, pois exigirß que tal
- arquivo seja alterado em todas os computadores em que o documento deva
- ser processado.
-
- A licenτa do Babel nπo me permite distribuir o portuges.ldf separado
- do resto do pacote, mas para os interessados, coloquei α disposiτπo na
- pßgina do HOWTO um arquivo chamado portuges.ldf.patch que criei para o
- meu teTeX antigo (Slackware 3.4). Para aplicar a atualizaτπo, copie-o
- para o diret≤rio /usr/lib/teTeX/texmf/tex/generic/babel (Slackware),
- faτa uma c≤pia de reserva do portuges.ldf original e invoque o
- utilitßrio patch:
-
-
- cp -p portuges.ldf portuges.ldf.backup
- patch < portuges.ldf.patch
-
-
-
- Use o patch por sua conta e risco! Se vocΩ deixar o backup no
- diret≤rio original ele serß incluφdo no arquivo ls-R da pr≤xima vez
- que o programa texhash for executado. Isso nπo farß mal algum, mas
- pode-se mover o backup para algum lugar seguro (eu uso /usr/backup).
-
-
- 6.1.18.7. Lista TeX-BR
-
- Hß uma lista de discussπo brasileira de usußrios de TeX/LaTeX, chamada
- TeX-BR, que roda no servidor de listas da FURG. Para entrar da lista
- mande um mail contendo apenas a palavra ``subscribe'' no corpo para
- <tex-br-request@listas.furg.br>. Esta lista Θ administrada por Rafael
- Rodrigues Obelheiro.
-
- Hß uma pßgina na WWW em <http://biquinho.furg.br/tex-br/> por meio da
- qual se pode ler o hist≤rico de mensagens. TambΘm hß referΩncias para
- muitos documentos sobre LaTeX, alguns em PortuguΩs e outros em InglΩs.
-
-
- 6.1.18.8. LaTeX-demo
-
- Pode ser ·til tambΘm um documento de exemplo para ter onde comeτar.
- Pensando nisso, Klaus Steding-Jessen preparou um pequeno documento em
- PortuguΩs com o objetivo de ser um guia ``by example'' para o usußrio
- de LaTeX iniciante e intermedißrio, que pode ser obtido via WWW em
- <http://biquinho.furg.br/doc/LaTeX-demo/>.
-
- Klaus ecreveu tambΘm uma sΘrie trΩs artigos destinados a ``descrever o
- sistema LaTeX como uma alternativa mais eficiente aos processadores de
- texto WYSIWYG'' que podem ser lidos via WWW em
- <http://biquinho.furg.br/tex-br/doc/artigo-1-jessen/>.
-
-
-
- 6.1.19. WordPerfect
-
- O Corel Wordperfect para Linux versπo 8 suporta a acentuaτπo por
- teclas mortas. Nπo Θ necessßrio nenhum procedimento especial. Como um
- entusiasta de software livre, entretanto, recomendo enfaticamente que
- se use o LyX, que jß foi inclusive traduzido para nossa lφngua,
- conforme mencionado na seτπo ``LyX''.
-
-
- 6.1.20. Xemacs (antigo lucid emacs)
-
-
- Agradeτo a colaboraτπo de Judson Santos Santiago e Goedson
- Teixeira Paixπo que ajudaram a identificar os problemas com
- o Xemacs.
-
-
- O Xemacs jß tem suporte α acentuaτπo direta no teclado usando ``dead
- keys'', mas hß um erro na configuraτπo original que o impede de
- reconhecer o acento circunflexo. Este problema nπo ocorre se for
- usada a biblioteca Xlib aterada por Thomas Quinot, mencionada na
- seτπo ``Contornando os limites do X'', mas mesmo que nπo a usemos,
- basta colocar os seguintes comandos no seu arquivo de configuraτπo
- .emacs:
-
- ;; Ajuste para fazer o acento circunflexo funcionar
- ;; Contribuiτπo de Goedson Teixeira Paixao <gopaixao@dcc.ufmg.br>
- (require 'x-compose)
- (define-key global-map 'dead-circumflex compose-circumflex-map)
-
-
-
- Na distribuiτπo Debian 2.0 o Xemacs 20.4 executa todos os scripts
- contidos no diret≤rio /etc/xemacs20/site-start.d ao ser carregado.
- Tudo que se tem a fazer Θ colocar esses comandos em um arquivo
- chamado, por exemplo, 01portugues-xemacs.el. Nπo Θ necessßrio instalar
- o xemacs20-mule, que possui extens⌡es para lφnguas que nπo usam o
- alfabeto romano. Os pacotes a instalar sπo os seguintes:
-
-
- ╖ xemacs20-bin
-
- ╖ xemacs20-nomule
-
- ╖ xemacs20-support
-
- ╖ xemacs20-supportel
-
- Se vocΩ instalou o Xemacs no Slackware ou outro Unix, α moda antiga
- (dowload, compilaτπo, instaτπo), entπo o arquivo a alterar Θ o site-
- start.el, que deve estar no diret≤rio /usr/lib/xemacs/site-lisp ou
- /usr/local/lib/xemacs/site-lisp, dependendo de sua instalaτπo.
-
- Observe que a partir da versπo 20.3 o Xemacs usa uma varißvel especial
- para controlar o comportamento da tecla ``Delete'', nπo existente nos
- outros emacs chamada delete-key-deletes-forward. Para ativar este
- comportamento coloque no seu arquivo .emacs uma linha contendo
-
-
- (setq delete-key-deletes-forward t)
-
-
-
- Arquivos de configuraτπo prontos podem ser obtidos via WWW na pßgina
- do Portuguese HOWTO. Para Slackware, hß um site-start-xemacs.el, que
- deve ser copiado para o diret≤rio correto com o nome de site-start.el.
- Para Debian, hß um 01portugues-xemacs.el que deve ser copiado para o
- diret≤rio /etc/xemacs20/site-start.d.
-
- Certifique-se de estar usando a versπo 24-out-1998 ou mais recente do
- arquivo de ``mapa de teclado'' para o X, pois ela possui uma correτπo
- no tratamento das teclas modificadoras Alt e Meta, que sπo muito
- usadas pelo Xemacs.
-
-
- 6.2. Rede local e Internet
-
-
- 6.2.1. FTP (File Transfer Protocol)
-
- Existem dois modos de transferΩncia de arquivos: binary e ASCII, sendo
- este utilizado para textos. Deve-se tomar cuidado ao transferir um
- arquivo, pois o modo de transfΩrencia ASCII remove o oitavo bit de
- cada caracter transmitido, o que terß como conseqⁿΩncia a perda de
- todos os caracteres acentuados. Desta forma Θ aconselhado o envio de
- documentaτπo em modo binary de forma a manter a integridade da mesma.
-
- Cuidado! Algumas vers⌡es mais antigas do pacote net-tools do Linux tΩm
- um cliente FTP que nπo reconhece corretamente quando o servidor remoto
- roda Unix. Deste modo ele nπo comutarß o modo de transferΩncia para
- binßrio automaticamente. AlΘm disso, alguns servidores FTP tambΘm nπo
- fornecem a informaτπo corretamente. Certifique-se de digitar o
- comando bin antes de um get quando quiser que a transferΩncia seja
- binßria!
-
-
- 6.2.2. Correio eletr⌠nico
-
- O mesmo tipo de restriτ⌡es do FTP se aplica ao envio de documentos
- contendo caracteres acentuados atravΘs de correio eletr⌠nico. Embora
- isto nπo aconteτa em todos os sistemas em uso na internet, bastarß que
- o correio enviado passe no seu trajecto por um sistema que nπo suporte
- 8 bits de informaτπo para que o nosso documento seja deturpado.
-
- Para que nπo hajam problemas, deve-se utilizar um programa de emeil,
- que suporte o formato MIME (Multipurpose Internet Mail Extensions),
- formato este que permite o envio de documentaτπo em modo 8 bits.
- Exemplos de programas de correio eletr⌠nico com suporte para MIME, sπo
- o Eudora e o Pine.
-
- Se o destinatßrio da mensagem nπo usa um agente com suporte para MIME,
- existe a opτπo de codificar os documentos com o utilitßrio UUENCODE.
- Para maiores informaτ⌡es a esse respeito, leia a documentaτπo usando
- os comandos
-
-
- man uuencode
- man uudecode
-
-
-
-
- 7. Ficheiros necessßrios
-
- Atenτπo! Os mapas de teclado para o X fornecidos mapeiam a funτπo das
- teclas segundo a lista a seguir:
-
- ╖ Alt esquerdo: Alt
-
- ╖ Alt direito: AltGr
-
- ╖ Control esquerdo: Control
-
- ╖ Control direito: Control
-
- ╖ ScrollLock: ScrollLock
-
- ╖ Janela esquerda: Meta
-
- ╖ Janela direita: Compose
-
- ╖ Menu: Menu
-
- Se o seu teclado nπo possuir as teclas para Windows 95 entπo pode ser
- melhor restabelecer a distribuiτπo padrπo: edite o mapa e coloque um
- ponto de exclamaτπo no inφcio das linhas que definem os keycodes 64,
- 113, 115, 116 e 117.
-
- Foram elaborados mapas com suporte α acentuaτπo para seis modelos de
- teclado, tanto para uso no console quanto para o X. Eles podem ser
- obtidos via WWW em um dos reposit≤rios da pßgina do Portuguese HOWTO:
-
-
- ╖ <http://linusp.usp.br/~casantos/>
-
- Ao instalar um dos mapas fornecidos, lembre-se de ler os comentßrios
- contidos neles, pois hß informaτ⌡es importantes sobre opτ⌡es de
- configuraτπo e aproveitamento das teclas adicionais dos teclados
- padrπo Windows 95. As instruτ⌡es para instalaτπo estπo nas seτ⌡es
- ``Configuraτπo do console'' e ``Configuraτπo do X''.
-
-
-
- O mapa US+ (us+.map e Xmodmap.us+)
- Mapas para os teclados que seguem o padrπo americano. Como nπo
- existem teclas especiais para gerar o c-cedilhado nem o trema,
- foi usado um pequeno truque: o c-cedilhado Θ gerado pela
- seqⁿΩncia 'C. No console pode-se fazΩ-lo com a seqⁿΩncia AltGR-
- C. O trema Θ gerado pela tecla ". Para gerar as aspas duplas Θ
- necessßrio digitar a seqⁿΩncia "<espaτo> e no console pode-se
- usar ""; opcionalmente pode-se usar AltGR-", o que nπo Θ uma
- soluτπo muito confortßvel, mas funciona...
-
- Testados com teclados de vßrias marcas (e alguns sem marca :-).
-
-
- O mapa Portugal (pt.map e Xmodmap.pt)
- Mapas para teclados com desenho portuguΩs. Esses teclados sπo os
- que possuem uma tecla com os caracteres ½ e ╗. Nπo sπo muito
- confortßveis, porque para gerar o sφmbolos @ [ ] { } e o trema Θ
- necessßrio usar a tecla Alt-GR.
-
- Testado com um teclado da marca Key Tronic.
-
-
- O mapa ABNT-2 (abnt-2.map e Xmodmap.abnt2)
- Os computadores vendidos no Brasil fabricados pela IBM, Compaq e
- Itautec, entre outros, vΩm com esses teclados. Eles tambΘm pode
- ser adquiridos avulsos e sπo fabricados pela UIS e Keytec (nπo
- confundir com Key Tronic). Este desenho Θ o mais confortßvel de
- todos, pois tem a mesma distribuiτπo dos acentos encontrada nas
- mßquinas de escrever.
-
- Testado com teclados das marcas UIS e IBM.
-
-
- Sun Type 4 e Type 5 (Xmodmap.Sun4+ e Xmodmap.Sun5c+)
- Encontrados nas mßquinas fabricadas pela Sun. Estes mapas foram
- testados em SPARCstations modelos 1, 4, IPC e Classic rodando
- SunOS 4.1, Solaris 2.5.1 e Linux 2.0.33 (Red Hat 4.2). Como
- esses teclados nπo possuem o c-cedilhado, foi usado o mesmo
- truque do mapa US+. Apenas o mapa para o X Θ fornecido.
-
-
- NCD+ (Xmodmap.NCD+)
- Este mapa Θ para o teclado modelo N107 e foi testado em
- terminais X modelo 16r fabricados pela Network Computing Devices
- Inc. (NCD). Embora a distribuiτπo de teclas seja idΩntica α do
- Sun Type 4, os keycodes das teclas sπo diferentes. Esses
- teclados tambΘm nπo possuem o c-cedilhado, por isso foi usado o
- mesmo truque do mapa US+. Apenas o mapa para o X Θ fornecido.
-
- A geraτπo dos caracteres acentuados Θ feita de acordo com a tabela a
- seguir:
-
-
- Para gerar Digitar
- -------------------------------------------------
- τ 'c ou compose-,-c
- ß Θ φ ≤ · 'a 'e 'i 'o 'u
- α Φ ∞ ≥ ∙ `a `e `i `o `u
- π ⌡ ~a ~o
- Γ Ω ε ⌠ √ ^a ^e ^i ^o ^u
- Σ δ ∩ ÷ ⁿ "a "e "i "o "u
- " (aspas) "" ou AltGR-" no mapa US+
- ¿ (trema) "-espaτo
- ' (ap≤strofo) '' ou AltGR-' no mapa US+
- ` (grave) `` ou AltGR-` no mapa US+
- « compose-O-R
- ⌐ compose-O-C
- -------------------------------------------------
-
-
-
-
- 8. Informaτ⌡es Adicionais
-
- 8.1. Fontes de informaτπo sobre Linux em PortuguΩs
-
-
- Grupo de Investigaτπo Linux
- Grupo de usußrios de linux da Universidade do Minho, em Portugal
- que pode ser visitado em <http://gil.di.uminho.pt>.
-
- Grupo de Utilizadores de Linux do ISCTE
- Pode ser visitado em
- <http://www.students.iscte.pt/~a12593/gul.html>.
-
- Linux Brasil
- Servidor da Universidade Estadual de Campinas, Brasil, contendo
- informaτ⌡es sobre Linux no Brasil, que absorveu o antigo projeto
- LDP-br. Pode ser visitado em <http://linux.unicamp.br>.
-
- Projeto LinUSP
- Desenvolvido na Universidade de Sπo Paulo, Brasil, coordenado
- por Jorge L. deLyra. Pode ser visitado em
- <http://linusp.usp.br/>.
-
-
- 8.2. Free Translation Project
-
- Programadores que quiserem desenvolver aplicaτ⌡es com suporte a mais
- de uma lφngua devem usar algum mΘtodo de definir mensagens em tempo de
- execuτπo, possivelmente usando uma biblioteca de funτ⌡es para este
- fim. O projeto GNU criou o ``Free Translation Project'', com esta
- finalidade. Muitos aplicativos GNU jß permitem que se troquem as
- mensagens bastando criar um catßlogo que Θ lido pelo programa ao
- iniciar. Hß equipes de traduτπo responsßveis por cada lφngua.
-
- Hß uma lista de discussπo via emeil para cada equipe de traduτπo,
- rodando em um servidor provido pela <Linux International>. Para fazer
- contato com a equipe de traduτπo para PortuguΩs, envie um emeil para
- <pt@li.org> e para assinar a lista envie emeil para <pt-
- request@li.org> contendo apenas a palavra ``subscribe''. Assine a
- lista somente se vocΩ quiser fazer parte da equipe de tradutores, pois
- ela nπo se destina ao esclarecimento de d·vidas de usußrios!
-
- Mais informaτ⌡es podem ser encontradas na documentaτπo do pacote
- gettext disponφvel via FTP an⌠nimo em qualquer reposit≤rio de software
- do GNU. Provavelmente sua distribuiτπo jß tem um pacote pronto para
- ser instalado, mas se vocΩ desejar, os fontes da versπo mais recentes
- podem ser encontrados em
-
- <ftp://ftp.gnu.org/pub/gnu/>
-
-
- e o nome do arquivo a copiar Θ ``gettext-<versπo>.tar.gz''.
-
-
- 8.3. LIE-BR
-
-
- A informaτπo a seguir Θ baseada no conte·do da pßgina de
- apresentaτπo da lie-br, escrita por Jorge Godoy.
-
-
- A lie-br foi criada com o intuito de auxiliar a comunidade Linux
- brasileira a obter softwares e documentaτπo em sua lφngua nativa: o
- portuguΩs. Essa lista Θ uma ramificaτπo de outra maior, a LIE que
- visa a internacionalizaτπo do Linux e sua posterior traduτπo para
- todos os idiomas (portuguΩs incluso).
-
- Resumo dos objetivos da lie-br:
-
- ╖ contribuir para o projeto de internacionalizaτπo do Linux fazendo a
- parte relativa ao portuguΩs para o Brasil;
-
- ╖ internacionalizar programas, de modo a poderem ser usados nas
- lφnguas nativas de cada paφs, e nπo ficar preso ao idioma original
- ou ao inglΩs;
-
- ╖ disponibilizar (sic) material em portuguΩs para consulta e
- documentaτπo;
-
- ╖ aumentar o acervo de documentaτπo disponφvel e, indiretamente,
- auxiliar no desenvolvimento iniciado pelo projeto LDP-BR.
-
- Mais informaτ⌡es podem ser encontradas na pßgina WWW da lie-br, no
- endereτo
-
- <http://lie-br.conectiva.com.br/>
-
-
- Ainda hß uma quantidade enorme de documentos por traduzir. Se vocΩ tem
- bom domφnio do InglΩs e deseja colaborar, entπo primeiro leia as
- instruτ⌡es na pßgina mencionada e assine a lista ``lie-br'', enviando
- um emeil para <lie-br-subscribe@bazar.conectiva.com.br>. Nπo Θ preciso
- especificar o assunto (subject) nem colocar nada no corpo da mensagem.
-
-
- 8.4. Vers⌡es de software testadas
-
- Todas as informaτ⌡es presentes neste documento foram testadas nas
- seguintes vers⌡es de software:
-
-
- ╖ Distribuiτ⌡es Slackware 3.2 (muito modificada), Debian 2.0, Red Hat
- 5.2, Conectiva 3.0 (Guarani) e S.u.S.E. 5.6
-
- ╖ XFree86 vers⌡es 3.3 a 3.3.3.1
-
- ╖ Fvwm 2.0.46
-
- ╖ Rxvt versπo 2.4.5
-
- ╖ Kernel vers⌡es 2.0.33 a 2.0.36
-
- ╖ Kbd vers⌡es 0.92 a 0.96
-
- ╖ GNU emacs vers⌡es 19.34 a 20.3
-
- ╖ Less vers⌡es 321 e 332
-
- ╖ GNU Bash vers⌡es 1.14.7 a 2.01.1
-
- ╖ tcsh vers⌡es 6.07.02 e 6.07.06
-
- ╖ LyX 0.12.0 a 1.0.0pre6
-
- ╖ XForms 0.88
-
- ╖ Joe 2.8
-
- ╖ Pine 3.96 e 4.0
-
- ╖ Pico 2.9
-
- ╖ teTeX vers⌡es 0.4 e 0.9-9
-
- ╖ XEmacs vers⌡es 20.3 e 20.4
-
-
-
-
- 9. Observaτ⌡es finais
-
- 9.1. Futuras adiτ⌡es a este documento
-
- As pr≤ximas vers⌡es do HOWTO deverπo conter, entre outros assuntos, os
- seguintes:
-
- ╖ suporte α distribuiτπo Caldera;
-
- ╖ informaτ⌡es sobre compartilhamento de arquivos em rede usando NFS,
- SAMBA e Mars-NWE;
-
- ╖ configuraτπo de toolkits de interface grßfica: Qt, GTK, XForms, Tk
- (Tcl) e os baseados em Xt, como Motif, Lesstif, Xaw (*international
- ainda nπo estß funcionando);
-
- ╖ uma seτπo sobre desenvolvimento de programas;
-
- ╖ referΩncias ao Ispell (usß-lo para corrigir o pr≤prio HOWTO :-);
-
- ╖ informaτ⌡es sobre X/Open, XPG4 e POSIX, ou pelo menos ponteiros
- para elas.
-
- Aceitam-se voluntßrios para qualquer uma destas tarefas.
-
- Parece cada vez mais claro que as informaτ⌡es sobre configuraτπo de
- aplicativos devem ser movidas para outro documento, independente do
- HOWTO. Na forma como ele estß hoje jß chega a quase quarenta pßginas
- impressas e com a adiτπo de outras distribuiτ⌡es e aplicaτ⌡es em breve
- chegarß αs 50. Um documento tπo grande foge ao espφrito de um HOWTO,
- que deve ser sucinto e concentrado em um assunto especφfico.
- 9.2. Nota de Direitos de Autor
-
- Este HOWTO teve como autor Joπo Carlos Rodrigues Pereira, baseado em
- documentaτπo escrita por JosΘ Bandeira alΘm dos restantes HOWTO's do
- Linux. Atualmente ele Θ mantido por Carlos Augusto Moreira dos
- Santos, com a colaboraτπo de muitos outros.
-
- Os documentos HOWTO do Linux podem ser reproduzidos e distribuφdos em
- todo ou em parte, segundo qualquer meio fφsico ou electr≤nico, desde
- que esta Nota de Direitos de Autor se mantenha intacta em todas as
- c≤pias dos mesmos. A distribuiτπo comercial Θ autorizada e
- encorajada, no entanto, o autor gostaria de ser notificado de tais
- ocorrΩncias.
-
- Todas as traduτ⌡es, trabalhos derivados, ou trabalhos agregando
- qualquer dos documentos HOWTO do Linux deverπo estar abrangidos por
- esta Nota de Direitos de Autor, ou seja, nπo poderß ser imposta
- qualquer restriτπo adicional a trabalhos efectuados a partir de um dos
- documentos HOWTO do Linux nomeadamente no que diz respeito α sua
- distribuiτπo.
-
- Exceτ⌡es a estas regras poderam ser obtidas. Para tal, dever-se-ß
- contactar o coordenador dos documentos HOWTO do Linux no endereτo
- <linux-howto@metalab.unc.edu>.
-
-
- 9.3. Garantia (inexistΩncia de) e nota de responsabilidade
-
- Apesar de ter sido feito o mßximo esforτo possφvel para que o conte·do
- deste documento esteja correto, nπo hß nenhuma garantia de que ele nπo
- possua erros, nem de que tenha algum tipo de utilidade ou aplicaτπo
- comercial, tΘcnica, educacional ou medicinal. O autor nπo se
- responsabiliza por prejuφzos decorrentes do seu uso. Em resumo: se a
- informaτπo aqui contida quebrar seu computador em mil pedacinhos,
- junte tudo e cole, mas nπo reclame para mim!
-
- Documentos escritos por terceiros sπo de responsabilidade exclusiva
- deles e sua referΩncia neste HOWTO nπo representa nenhum tipo de
- recomendaτπo, abono ou garantia de suporte.
-
-
- 9.4. Agradecimentos
-
- Deixo aqui os meus agradecimentos a todos os que de alguma forma me
- ajudaram quer atravΘs das suas sugest⌡es quer atravΘs de contribuiτ⌡es
- de outro tipo, em especial a
-
-
- Joπo Carlos Rodrigues Pereira
- Autor original deste documento que agora mantenho. Nunca tive
- contato com ele, nem sei por onde andarß. Sua pßgina no
- Departamento de Informßtica da Faculdade de CiΩncias da
- Universidade de Lisboa (http://caravela.di.fc.ul.pt/~jcrp/) nπo
- existe mais. Lembro-me de tΩ-la visto, anos atrßs.
-
- Greg Hankins
- Ex-coordenador dos Linux HOWTO, por me permitir assumir a
- manutenτπo deste documento e fornecer as primeiras dicas sobre
- autoria de documentos SGML.
-
- As pessoas listadas a seguir enviaram mensagens diretamente para mim
- ou para as listas Linux-BR da UNICAMP e TeX-BR com informaτ⌡es,
- sugest⌡es ou comentßrios que foram incluφdas neste texto. Se alguΘm
- foi esquecido, por favor desculpe a falha.
-
-
- Andre Gerhard <andre@lme.usp.br>
- Arnaldo Carvalho de Melo <acme@conectiva.com.br>
- Bruno Barberi Gnecco <brunobg@geocities.com>
- Cees de Groot <cg@pobox.com>
- Francisco Semeraro <semeraro@sti.com.br>
- Goedson Teixeira Paixao <gopaixao@dcc.ufmg.br>
- Joao Carvalho <foxfire@fe.up.pt>
- Jorge Carvalho Pinto <jmcpinto@yahoo.com>
- Judson S Santiago <judson@costeira.dimap.ufrn.br>
- Ken MacLeod <ken@bitsko.slc.ut.us>
- Klaus Steding-Jessen <jessen@acm.org>
- Lamarque Vieira Souza <lamarque@dcc.ufmg.br>
- Marcelo Malheiros <malheiro@dca.fee.unicamp.br>
- Marcos Vinicius Lannes dos Santos <lannes@cnpgl.embrapa.br>
- Pedro Kr÷ger <kroger@e-net.com.br>
- Rafael Caetano dos Santos <rcaetano@linux.ime.usp.br>
- Rafael Rodrigues Obelheiro <obelix@biquinho.furg.br>
- Ramiro Morales <morales@siscard.com.ar>
- Raul Carvalho <rmpc@ip.pt>
- Ricardo Y. Igarashi <iga@originet.com.br>
- Roberto Mello <mello@internext.com.br>
- Wanderlei Antonio Cavassin <cavassin@conectiva.com.br>
-
-
- Os seguintes agradecimentos sπo do primeiro autor:
-
- Carlos Ferreira
- Pela luta que trava pela defesa da lingua portuguesa, bem
- patente na sua Pßgina Portuguesa disponφvel no URL:
- http://lila.dei.uc.pt/~cjrf/po/ [Nota do mantenedor atual: esta
- pßgina nπo existe]
-
- Joπo C. Silva
- Pelo apoio e incentivo e criticas (bem como por me deixar testar
- os meus conhecimentos no SEU computador).
-
- JosΘ Bandeira
- Autor dos ficheiros port.map e xmodmap. Pelo seu apoio e por
- ter escrito alguma da documentaτπo mais elucidativa que eu jß li
- sobre o assunto.
-
-
- 10. Bibliografia comentada
-
- Esta seτπo ainda estß incompleta e deve ser melhorada nas pr≤ximas
- vers⌡es. Os HOWTOs mencionados aqui geralmente sπo distribuφdos nos
- CDs de instalaτπo e todas as distribuiτ⌡es possuem pelo menos alguns
- deles em pacotes prontos para instalar. Na Slackwre esses pacotes sπo
- os da sΘrie F e os documentos ficam instalados no diret≤rio
- /usr/doc/faq/howto e na Debian o diret≤rio Θ /usr/doc/HOWTO. Eles
- tambΘm podem ser obtidos via WWW em
- <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/>.
-
-
- [BAL97] BALSA, AndrΘ D. Linux and X11 internationalization
- Disponφvel via WWW em
- <http://wauug.erols.com/~balsa/linux/deadkeys/>
-
- Uma discussπo sobre o problema da acentuaτπo no X. TambΘm contΘm
- referΩncias para outros documentos que tratam de
- internacionalizaτπo.
-
- [BRO98] Brower Andries. The Linux Keyboard and Console HOWTO
- Disponφvel via WWW em
- <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/Keyboard-and-Console-
- HOWTO.html>.
- Descreve o tratamento teclado e console no Linux (kernel versπo
- 2.0) e tem vßrias referΩncias ao X. Leitura obrigat≤ria para
- quem quer entender a base do assunto.
-
- [GET94] Gettys, James et al. Xlib - C Language X Interface
- Cambridge, X Consortium, Inc., 1994. 473p.
-
- ReferΩncia definitiva sobre programaτπo com Xlib.
-
- [JON89] Jones, Oliver. Introduction to the X Window System
- Englewood Cliffs, Prentice Hall, 1990.
-
- Um livro bastante antigo, mas contendo uma excelente e didßtica
- introduτπo ao X e α programaτπo com Xlib.
-
- [McC94] McCormack, Joel et al.X Toolkit Intrinsics - C Language
- Interface
- Digital Equipment Corporation/X Consortium, 1994.
-
- A referΩncia bßsica para programadores interessados em usar Xt.
-
- [OSS92] Ossana, Joseph & Kernighan, Brian. Troff user's manual
- Computer Science Technical Report No. 54. Murray Hill, AT&T Bell
- Laboratories, 1992.
-
- Descriτπo detalhada de como usar o Troff para formataτπo de
- documentos.
-
- [KER82] Kernighan, Brian. A Typesetter-independent TROFF
- Murray Hill, AT&T Bell Laboratories, 1982.
-
- O artigo de um dos pais do UNIX sobre o Troff.
-
- [QUI98] Quinot, Thomas. Dead keys under X11
- Disponφvel via WWW em
- <http://www.fdn.fr/~tquinot/index.en.html>
-
- A versπo em inglΩs do artigo sobre a modificaτπo da Xlib para
- dar suporte α acentuaτπo independente da aplicaτπo.
-
- [RAY98] Raymond, Eric S. The Linux XFree86 HOWTO
- Disponφvel via WWW em
- <http://metalab.unc.edu/LDP/HOWTO/XFree86-HOWTO.html>.
-
- Descreve como obter, instalar e configurar o XFree86. Todas as
- distribuiτ⌡es de Linux jß vΩm com pacotes do XFree86 prontos
- para instalar, mas as informaτ⌡es sobre configuraτπo podem ser
- muito ·teis.
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- [SCH86] Scheifler, Robert; Gettys, James. The X Window System
- ACM Transactions on Graphics, New York, ACM, 5 (2): 79-109,
- april, 1986.
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- O artigo seminal de Scheifler e Gettys descrevendo o X Window
- System.
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- [SUN90a] Sun Microsystems. Using NROFF & TROFF.
- Sun Microsystems, 1990.
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- Parte da documentaτπo que acompanhava as estaτ⌡es de trabalho
- Sun« e o sistema SunOS«, no tempo em que os fabricantes de
- computadores distribuiam documentaτπo de verdade.
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- [SUN90b] Sun Microsystems. Formatting documents
- Sun Microsystems, 1990.
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- Veja o φtem anterior.
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- Arquivos cuja leitura pode ser ·til:
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- /usr/src/linux/Documentation/unicode.txt
- Explica como ativar os diversos tipos de fontes no console.
- TambΘm explica onde obter fontes para o alfabeto Klingon, o que
- pode ser muito ·til se o leitor for um habitante daquele ImpΘrio
- ou admirador de Jornada nas Estrelas. Depois das recentes
- aventuras espaciais do Linux, nπo duvido de mais nada...
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- A respeito deste assunto Θ de fundamental importΓncia saber que,
- segundo nosso consultor interestrelar Klaus Steding-Jessen,
- ``Klingon Θ o nome da raτa e do seu idioma. Kling Θ o nome do
- planeta. Mas note que o ImpΘrio Klingon Θ formado nπo apenas
- por esse planeta, mas por vßrias col⌠nias, teoricamente todas
- falando Klingon''. Tenho certeza de que sua vida nunca mais serß
- a mesma depois de saber disto.
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- /usr/src/linux/include/linux/keyboard.h
- ContΘm as definiτ⌡es de constantes, funτ⌡es e macros utilizadas
- por programas que fazem tratamento de teclado sob Linux.
- Normalmente esse arquivo Θ instalado com o pacote que contΘm o
- c≤digo fonte do kernel. As distribuiτ⌡es geralmente possuem um
- pacote apenas com os arquivos include e outros com o resto dos
- programas-fonte do kernel.
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- /usr/X11R6/include/X11/keysymdef.h
- ContΘm as definiτ⌡es de constantes, funτ⌡es e macros utilizadas
- por programas que fazem tratamento de teclado sob o X Window
- System. Normalmente esse arquivo Θ instalado com o pacote que
- contΘm as bibliotecas de desenvolvimento de aplicaτ⌡es para X.
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